Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinho-da-índia. Que dor de coração eu tinha Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos, Ele não se importava: Queria era estar debaixo do fogão. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas... - O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
O porquinho da Índia ("Cavia porcellus") (ou preá, preá da Índia) é um roedorsul-americano da família dos caviídeos, existindo atualmente apenas como animal doméstico. Apesar do seu nome comum, o porquinho da Índia não é suíno, nem tampouco indiano. Seu nome se deve a um erro de navegação: à época das grandes navegações, quando os europeus chegaram à América, buscando um novo caminho para as Índias, encontraram o pequeno animal, que era chamado pelo nativos de "Cui", por causa de seus grito curto parecido com o dos porcos. Os navegantes gostaram dele e o adotaram como mascote, levando-o para a Europa com um nome equivocado: porquinho da Índia. Os porquinhos da Índia tornaram-se moda, ao chegarem à Espanha, espalhando-se então por toda a Europa, como animais de estimação.
Com relação ao seu nome em língua inglesa, "guinea pig", existem duas teorias:
* a de que as embarcações inglesas por fazerem escala na costa da Guiné, deram às pessoas a ideia de que os animais eram originários daquela região (e não da costa pacífica sul-americana); e * ao preço cobrado pelos marinheiros ingleses pelos animais, um guinéu, moeda de ouro utilizada à época.
Desde o século XIX estes roedores vem sendo utilizados em estudos experimentais de laboratório, por isso são também conhecidos como cobaias, termo que, por vezes, também é utilizado para designar os hamsters. Os porquinhos-da-Índia vivem de quatro a oito anos e podem reproduzir-se ao longo de todo o ano, gerando dois a cinco filhotes por ninhada. Para o primeiro acasalamento, recomenda-se que o macho tenha de três a quatro meses e as fêmeas de três a sete meses (jamais depois de sete meses). O período de gestação é de 59 a 72 dias, sendo a média de 62 dias. O tamanho dos filhotes, ao nascer, é de 7,62 cm. A idade ideal para o desmame é de 3 semanas.
Os machos chegam a pesar entre 1 kg e 1,2 kg e a medir 25 cm quando adultos. Já as fêmeas são mais leves, com aproximadamente 20 cm de comprimento e com entre 800 e 900 g de peso.
São animais vivazes e dóceis, raramente mordendo, o que pode ocorrer somente ao se sentirem ameaçados. Adaptam-se bem ao cativeiro e são alimentados com ração de coelho peletizada, feno ou capim, legumes (exceto alface, que pode causar-lhe diarréia) e frutas frescas. Recomenda-se a introdução do brócolis e da couve-flor na sua alimentação, por causa da quantidade de vitamina C que oferecem. Alimentos novos devem ser apresentados aos poucos, um de cada vez, observando sua reação.
Por que os dentes dos roedores e o bico das aves crescem sem parar?
Os dentes dos roedores e o bico das aves crescem sem parar para facilitar as tarefas diárias. Se isso não acontecesse esses bichos teriam dificuldades para cortar galhos e sementes e para cavar e escalar. A cutia é um exemplo. Para se alimentar, ela precisa abrir a duríssima casca do seu prato predileto: a castanha-do-pará. Realizando essa e outras tarefas, seus dentes da frente - os incisivos - se desgastam muito. Como esses dentes foram mesmo feitos para roer, roer e roer as superfícies mais duras tão rapidamente quanto são desgastados, eles crescem sem parar. Além disso, a parte da frente desses dentes possui uma camada de esmalte reforçada. A parte de trás, porém é mais macia e funciona como um alicate. Essas adaptações engenhosas é que permitem aos roedores as habilidades de cavar, escalar, cortar galhos e sementes duras. Outro exemplo é o castor da América do Norte, um roedor de dentes tão fortes que são capazes de cortar árvores e construir pequenas represas usando apenas seus dentes incisivos, reconstruindo o ambiente ao seu redor semelhante aos humanos. Com os roedores tudo bem, mas será que os bicos das aves também crescem sem parar? Claro que sim! O bico das aves é formado, principalmente, por um tipo de osso chamado pneumático. Os ossos pneumáticos são muito mais leves que os ossos encontrados nos humanos e em outros animais. Essa leveza é necessária para o equlíbrio durante o voo. Os ossos do bico são cobertos por uma capa formada de queratina, o mesmo material que compõe as nossas unhas. Essa capa é conhecida como ranfoteca e serve para proteger, dar forma e cor ao bico. Ela cresce continuamente em ritmo lento. Mas como o bico é usado constatemente para a alimentação e várias outras funções, essa cobertura vai se desgastando e seu crescimento compensa este desgaste. Araras, papagaios e periquitos estão entre os animais que possuem uma das maiores taxas de crescimento de seu bico entre todas as aves. Essas aves se alimentam principalmente de sementes duras e frequentemente utilizam o bico como se fossem mãos, que se movimentam entre os galhos das árvores. (Texto adaptado)
Fonte: Texto de: Salvatore Siciliano e Luciano M. Lima Projeto Aves, Quelônios e Mamíferos Marinhos da Bacia de Campos Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ IN: http://cienciahoje.uol.com.br/147521 Acesso em 24/08/09 Veja lá o texto original, além de outras tantas informações importantes.
A cutia (Dasyprocta aguti) (também conhecida como cotia) é um mamíferoroedor, da família Dasiproctidae, gênero Dasyprocta, de pequeno porte, medindo entre 49 e 64 cm. Sete espécies de cutias habitam o território brasileiro.
As cutias têm apenas vestígio de cauda, extremidades anteriores bem mais curtas que as posteriores, e pés compridos com cinco dedos, sendo três desenvolvidos, com unhas cortantes equivalentes a pequenos cascos, e o quinto dedo muito reduzido. Herbívoras, as cutias se alimentam de sementes e frutos. Costumam fazer uma coleta cuidadosa na época de abundância para utilização em épocas de escassez. Sua coloração é variável entre as espécie. A sua pelagem apresenta um efeito especial, aparentando ser dourada. Cada pelo possui zonas de várias cores, desde branco a castanho escuro. Este efeito de zonagem, comum em muitos outros animais tais como o lobo-cinzento, é causado por uma substância chamada eumelanina, que, durante o crescimento do pelo, é produzida de forma intermitente, dando origem a esse efeito. Por esta razão é usada a designação aguti para referir genericamente este efeito na pelagem dos animais.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cutia
Acesso em: 30 de março de 2009.
Foto: Iliana Rosa
Cutia
A cutia é um mamífero roedor da família Dasyproctídae, que vive nas matas e capoeiras, saindo à tardinha para alimentar-se de frutos e sementes caídos das árvores. Possui de 1,5 a 2,8 kg de peso. A cabeça é um pouco alongada com orelhas relativamente pequenas. A dentição é composta de quatro dentes incisivos longos e curvos. A cauda é curta e nua com cerca de 1,5 cm de cumprimento.
Seus membros anteriores são bem menores do que os posteriores e exibem quatro dedos funcionais utilizados para levar o alimento à boca.
As longas extremidades posteriores (com três dedos desenvolvidos, com unhas cortantes, equivalentes a pequenos cascos) fazem com que a cutia seja boa saltadora. Os pêlos são ásperos, duros e compridos.
A coloração é variável entre as sete espécies que existem no Brasil. As espécies mais freqüentes no Nordeste brasileiro são: Dasyprocta aguti e Dasyprocta prymnolopha.
A cutia enterra o alimento em diversos locais, dentro do seu território.
Na época de escassez de alimentos ela desenterra o que foi anteriormente estocado.
A comunicação entre cutias acontece principalmente pelo olfato e pela audição.
A comunicação olfativa é realizada através de odores deixados pela secreção de uma glândula anal e pela urina e funcionam como delimitadores territoriais para localizarem o alimento anteriormente escondido e na identificação de membros do mesmo grupo.
A gestação varia em torno de 104 dias, com ciclo estral de 30.
A quantidade de filhotes por parto varia de 1 a 3, ficando a maioria das fêmeas com 2 filhotes por parto, os quais possuem o corpo totalmente coberto de pêlos, os olhos abertos e se locomovem com facilidade.
A cutia tem um hábito de bater com a pata traseira no chão o que funciona como alarme contra predadores ou um membro de outro grupo
A relação entre machos e fêmeas, numa população, deve ser em torno de um macho para seis fêmeas, podendo variar esta proporção.
Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/animais/cutia.php
Acesso em: 30 de março de 2009.
A cutia é um animal mamífero encontrado em todo o território brasileiro, o que significa que pode ser encontrada também entre os animais da fauna do cerrado.
Veja aqui ( em PDF) trabalhos (textos) interessantes sobre a cutia, de Adriana Maria Viana Nunes Pinheiro, da Universidade Federal do Piauí. Acesso em: 30 de março de 2009.
E abaixo, veja um vídeo da cutia dispersando sementes: