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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Peixinho de rio

Bagrinho
Acentronichthys leptos

O bagrinho é um peixe bem pequeno que cabe na palma da mão. Com cerca de 8 cm já é adulto. Ao contrário de outros peixes podem chegar até a dois metros de comprimento. Esse pequeno peixe vive a nadar nas nascentes dos riachos, escondidos pela vegetação ou entre pedras e troncos dos rios, onde encontra sua comida favorita: insetos aquáticos - como são chamados os insetos que passam pelo menos um ciclo de suas vidas na água.
A reprodução do bagrinho ocorre entre os meses de setembro a março. As fêmeas podem carregar em torno de 600 ovos, porém apenas aluguns filhotes conseguem chegar à fase adulta. O bagrinho é um peixe muito exigente em relação à qualidade das águas. É muito sensível às mudanças climáticas que acontecem em seu ambiente e está adaptado à vida em águas claras e limpas. Atualmente, poucos peixes desta espécie podem ser encontrados vivendo livres na natureza, principalmente, por causa da degradação da Mata Atlântica, que é o ambiente onde vivem. A temperatura e o nível das águas dos riachos, onde o bagrinho vive, sofrem mudanças quando árvores são derrubadas. O desgaste do solo que o desmatamento pode causar faz com que terra e areia sejam levadas para dentro do rio, deixando a água mais escura e imprópria para o bagrinho. Por isso, está entre as espécies ameaçadas de extinção.
 
Texto de:
Jean Carlos Miranda
Piatã Santana Marques e
Rosana Mazzoni,
Departamento de Ecologia,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº213, pág 16
Junho de 2010     

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pirá-brasília

Pirá-brasília – o peixe anual da capital federal
É um peixe que só aparece de ano em ano e é uma espécie ameaçada de extinção. Ele vive no Planalto Central, mais especificamente na capital do Brasil, em lagoas que se formam uma vez por ano, no período das chuvas, entre janeiro e agosto. Depois, essas extensões de água secam e ele some, mas deixa um rastro que quase ninguém percebe. Um ano depois, reaparece, como que por encanto. Esse é o pirá-brasília, o chamado peixe anual da capital federal.
Mas como isso acontece?
Quando as chuvas param, os brejos começam a secar na região e o pirá-brasília, que só existe no Distrito Federal, acaba morrendo. Nesse momento, ocorre algo bastante interessante... Antes de darem os últimos suspiros esses animais enterram seus ovos no solo, e eles permanecem ali, esperando a próxima estação das chuvas. Os ovos, que já estavam enterrados na terra seca, depois de um ano, na presença de água, eclodem e os alevinos – como são chamados os peixes recém-nascidos – rapidamente se desenvolvem. E assim nasce uma nova leva de pirá-brasília!
Os machos e as fêmeas apresentam características bem diferentes. As fêmeas são castanho-claras, com uma ou duas manchas pretas no meio do corpo e têm nadadeiras transparentes. Os machos são vermelhos, com faixas azul-metálicas próximas à cabeça e têm pintas da mesma cor no resto do corpo e nas nadadeiras.

Fonte:
Texto de:
Pedro De Podestà Uchôa de Aquino
Departamento de Zoologia
Universidade de Brasília
http://cienciahoje.uol.com.br/145015
Acesso em: 24/08/09
Obs: Visitando o site acima você verá a matéria completa, além de um vídeo do mesmo autor do texto e também imagens.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Piracema

Fiscalização antes da piracema

"A polícia ambiental aumentou a fiscalização nos rios de Mato Grosso do Sul. Nesta época, que antecede a piracema, a pesca costuma ser maior.

A tão esperada chuva chegou ao Pantanal. O nível dos rios começou a subir e os cardumes apareceram mais cedo. Os pescadores forma trás. Com a água turva não dá para ver os cardumes, mas os pescadores sabem exatamente onde lançar o anzol. E até quem fica dentro d'água consegue pescar muitos peixes. Dai a preocupação com a reprodução das espécies.

A piracema, oficialmente, não começou, mas os policiais já intensificaram a fiscalização nos rios pantaneiros.

No Pantanal, uma lei limita o tamanho mínimo das espécies que podem ser pescadas. Peixe pequeno tem de voltar para a água. "Tem de ser consciente , senão daqui a alguns dias nossos recursos pesqueiros vão acabar", comenta o motorista Joel Ferreira. Mas nem todos pensam assim. Para retirar um dourado do rio só se ele tiver mais de 65 centímetros. A preocupação é com a pesca predatória. No último mês de temporada de pesca, em alguns rios do Pantanal o número de pescadores dobra, e é quando se retira a maior quantidade de pescado.

A piracema na bacia do rio Paraguai começa dia 5 de novembro e vai até fevereiro."

Vocabulário:
Piracema: migração que algumas espécies de peixes fazem, subindo o rio até a nascente para a desova.
Dourado: peixe de água doce que apresenta uma coloração dourada com reflexos avermelhados. O tamanho mínimo para a pesca é de 65 cm.
Pesca predatória: pesca em excesso, que não dá chance de as espécies se reproduzirem nas quantidades necessárias para a sua preservação.

Fonte:
Globo Rural/G1
Disponível em: http://www.noticiasagricolas.com.br.
IN: Ciências - 5º ano ( Coleção Brasiliana ) p. 233
Sonia Bonduki e Carolina Reuter Camargo
Companhia Editora Nacional. São Paulo, 2008

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