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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Abelhas sem ferrão

Você sabia que existem abelhas sem ferrão?

Ao contrário do que se imagina em muitas abelhas, o ferrão não é um mecanismo de ataque e, sim de proteção. Em geral as abelhas fazem uso dele quando sentem suas colônias ameaçadas. Mas algumas abelhas não têm ferrão para se defenderem. Ou seja, algumas abelhas são absolutamente inofensivas porque o ferrão é atrofiado, isso quer dizer que não se desenvolveu. Elas são conhecidas como "abelhas indígenas sem ferrão", porque há muito tempo têm sido criadas pelos índios para a produção de mel. São encontradas principalmente nas regiões tropicais.
No Brasil, há uma grande variedade dessas abelhas, que desempenham um importante papel na polinização da maioria das árvores nativas do nosso território e a assim a reprodução de muitas árvores depende da visita destes insetos.
E como não têm ferrão, essas abelhas se protegem tentando se esconder. Suas colônias ficam camufladas na mata e em local de difícil acesso. Diferentemente das abelhas com ferrão, que têm suas colmeias abertas, as sem ferrão constroem as suas dentro de troncos de árvores com paredes grossas ou até em buracos no solo, aproveitando-se dos ninhos e da proteção de formigas agressivas.
Para evitar a invasão de outros insetos, as abelhas sem ferrão espalham uma substância pegajosa n entrada da colmeia, o que dificulta o acesso de invasores. Já contra os inimigos maiores, como os vertebrados, a tática é enrolar-se nos pelos ou cabelos e aplicar pequenas mordidas na pele do predador com suas mandíbulas afiadas, que podem ser bem dolorosas.
A explicação mais provável dos pesquisadores para o atrofiamento do ferrão das abelhas é de que todas as abelhas tinham o ferrão desenvolvido no passado. A seleção natural cuidou para que as abelhas que tivessem ferrões menos desenvolvidos se adaptassem melhor ao meio ambiente.  O mesmo aconteceu com o seu tamanho: abelhas sem ferrão são muito pequenas  em relação às abelhas com ferrão, e para sobreviverem no ambiente precisariam mesmo ser bem menores.


Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 241 - Dezembro de 2012

Texto (adaptado) de :
Karlla Patrícia Silva,
Departamento de Entomologia do Museu nacional,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Tartaruga pininga

Tartaruga pininga
Conhecida como pininga, a espécie só existe no Maranhão.
Vinte anos atrás, o pesquisador Antenor Leitão de Carvalho, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, entrou no laboratório do biólogo Paulo Vanzolini, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), com uma tartaruga debaixo do braço. Carvalho queria estudá-la mas, por falta de tempo, o animal acabou se aboletando em seu jardim e gerando filhotes. Há quatro anos, Vanzolini decidiu recolher algumas dessas tartarugas para analisá-las. “Com a ajuda de uma aluna maranhense, em 1993 descobri que se tratava de um animal das lagoas dos Lençóis conhecido como pininga”, diz Vanzolini. Terminada a pesquisa, o biólogo da USP não teve dúvidas de que era uma nova espécie de tartaruga. Um dos traços característicos são faixas e círculos em amarelo e laranja na carapaça.

Saiba mais visitando os sites abaixo:
http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/livros/paulo_emilio_vanzolini_49.html

http://super.abril.com.br/ecologia/lencois-areia-436749.shtml

http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/139774

http://www.labohidro.ufma.br/upload_art/vol22_artigo08.pdf 

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=143090

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Esclavagismo

Você sabe o que é esclavagismo??

Esclavagismo é um tipo de relação ecológica entre seres vivos onde um ser vivo se aproveita das atividades, do trabalho ou de produtos produzidos por outros seres vivos.
 
Veja um exemplo: As formigas cuidam e protegem os pulgões para obter o açúcar deles.

Os pulgões são pequenos insetos parasitas de plantas que passam a maior parte do tempo parados, sugando a seiva açucarada que circula pelos vasos liberianos das plantas. A seiva elaborada pelas plantas possui uma pequena quantidade de aminoácidos mas uma grande quantidade do açúcar glicose, assim para obter a quantidade de aminoácidos que necessitam para formar as suas próprias proteínas, os pulgões precisam sugar uma quantidade exagerada de seiva açucarada de forma que esse excesso de açúcar ingerido precisa ser excretado. As formigas lambem todo esse açúcar que fica saindo constantemente do abdome dos pulgões e assim os mantendo sempre limpos e protegidos. As formigas protegem os pulgões de eventuais predadores como por exemplo as joaninhas que são predadores que gostam de caçar e comer os pulgões. Por outro lado o açúcar é um importante alimento para as formigas então elas se associam a esses pulgões produtores de açúcar escravizando-os. As formigas inclusive tratam e protegem os filhotes dos pulgões, cuidam deles, levam eles de um lado para outro para protegê-los em locais mais seguros nos caules das plantas levando-os inclusive para dentro do próprio formigueiro delas onde os instalam junto a raízes de plantas vivas e esses pulgões passam a sugar essas raízes fornecendo açúcar para as formigas até mesmo debaixo da terra, dentro dos formigueiros delas. O esclavagismo consiste numa relação onde o esclavagista sempre cuida e protege os seres que foram por ele escravizados e nesse exemplo embora exista protocooperação a relação é considerada desarmônica devido a dependência que os pulgões passaram a ter das formigas. Na protocooperação um sócio não depende do outro para sobreviver mas, nesse caso se as formigas abandonassem os pulgões eles não conseguiriam se defender das joaninhas, seriam todos eles devorados e a espécie deles seria extinta.

Fonte:
Acesso em 28/08/2012

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cerrado: o berço das águas

Águas no Cerrado

Não é sem motivo que o Cerrado é muitas vezes chamado "o berço das águas". O bioma faz conexões com outros biomas: ao norte, a Amazônia; a nordeste, a Caatinga; a sudoeste, o Pantanal e a sudeste, a Mata Atlântica, o que faz com que haja importantes relações ecológicas entre o Cerrado e os biomas vizinhos.
Em relação aos recursos hídricos, o bioma Cerrado possui uma importância estratégica. É no Cerrado que nascem os rios que formam seis das principais regiões de hidrográficas brasileiras: Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica. O potencial hídrico do Cerrado dá ao bioma o título de Berço das Águas. Até mesmo a bacia hidrográfica do Amazonas recebe as águas que brotam no Cerrado.
Importantes atrativos turísticos na região, as águas têm grande influência na economia de vários municípios. A paisagem do Cerrado, com suas cachoeiras, cascatas, cânions, lagos, rios e riachos é uma atração para visitantes de outras regiões do Brasil e do mundo. É uma beleza incomparável para os que buscam lazer, esportes ou o simplesmente um maior contato com a natureza.

Aquífero Guarani


Para falar em águas do Cerrado é preciso também falar no Aquífero Guarani, uma enorme reserva subterrânea de água doce do mundo. O Aquífero Guarani é a segunda maior reserva subterrânea de água doce do mundo, sendo menor apenas que o Aquífero Alter do Chão. Seu nome é uma homenagem à tribo indígena Guarani.

A maior parte (70% ou 840 mil km²) da área ocupada pelo aquífero - cerca de 1,2 milhão de km² - está no subsolo do centro-sudoeste do Brasil: Mato Grosso do Sul (213 700km²); Rio Grande do Sul (157 600km²); São Paulo (155 800km²); Paraná (131 300km²); Goiás (55 000km²); Minas Gerais (51 300km²); Santa Catarina (49 200km²); e Mato Grosso (26 400km²). O que significa que uma boa parte do mesmo está na área do Cerrado. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina (255 mil km²), noroeste do Uruguai (58 500km²) e sudeste do Paraguai (58 500km²), nas bacias do rio Paraná e do Chaco-Paraná. A população atual do domínio de ocorrência do aquífero é estimada em quinze milhões de habitantes.

O aquífero possui um volume de aproximadamente 55 mil km³ e profundidade máxima por volta de 1 800 metros, com uma capacidade de recarregamento de aproximadamente 166km³ ao ano por precipitação. Acredita-se que esta vasta reserva subterrânea possa fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Por isso, torna-se ainda mais importante a preservação da região.

Fontes:

http://www.ispn.org.br/o-cerrado/no-coracao-do-brasil-o-berco-das-aguas/
http://www.fotosdocerrado.fot.br/SobreCerrado.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aqu%C3%ADfero_Guarani
http://www.oaquiferoguarani.com.br
http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/projeto/2006/1/aquifero/
http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2006/gigante-desconhecido
http://www.casaecia.arq.br/cerrado3.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-agua/aquifero-guarani-16.php
Acesso em 10/06/2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Copaíba do Cerrado: risco de extinção

Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista
Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista

"Estudos realizados na Estação Ecológica de Assis (EEA) em São Paulo, cuja área é de 1.760 hectares (17,6 milhões de metros quadrados), avaliaram a diversidade genética e o sistema reprodutivo de uma espécie de copaíba (Copaifera langsdorffii). O trabalho realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, traz subsídios para ações eficientes em relação à conservação e manejo da planta.

A copaíba tem propriedades medicinais e é utilizada na indústria de cosméticos. “Desde o século 17, o bálsamo extraído do tronco da planta é utilizado no tratamento de problemas respiratórios, e também como antiinflamatório e cicatrizante. Em cidades do sudeste do País, 100 mililitros (ml) do bálsamo envasado chegam a custar R$20,00. Mas devido à devastação que ocorre no Cerrado, a copaíba está em risco de extinção em diversos estados”, conta o biólogo Roberto Tarazi." Para ver o texto completo clique aqui.

Esta é mais uma matéria publicada pelo
Ecodebate
Data: 30/03/2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cientistas criam mosquito antidengue

Cientistas criam mosquito antidengue

"A engenharia genética produziu mosquitos Aedes aegypti capazes de suprimir populações naturais do transmissor da dengue. A invenção mereceu um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e é considerada arma promissora contra uma doença que atinge, ao menos, 50 milhões de pessoas por ano. Os insetos transgênicos carregam um gene que impede as fêmeas de voar quando atingem a idade adulta. Elas têm dificuldade para sair da água, não conseguem se reproduzir e se alimentar de sangue. Assim, morrem sem deixar descendentes ou transmitir a doença.
Os machos podem voar normalmente. O que não acarreta problema, pois eles se alimentam apenas de néctar e sucos vegetais. São incapazes de transmitir o vírus. Além disso, ao chegar à fase adulta, os machos transgênicos cruzam com as fêmas presentes no ambiente e conferem à sua descendência o gene que impede as fêmeas de voar, diminuindo a população dos mosquitos.
"A ideia não é nova", explica Osvaldo Marinotti, cientista brasileiro da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI) que assina o artigo. "Algo semelhante já é usado contra insetos na agricultura há muito tempo". Normalmente, as pragas são esterilizadas com o uso de radioatividade e, depois, liberadas na plantação. No artigo da PNAS, os pesquisadores substituíram a irradiação por engenharia genética, técnica mais barata e que não diminui o desempenho reprodutivo dos mosquitos."

Fonte:
Jornal O Popular, pág. 08
Ano 71 nº 20.506
De 23 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tigres "adotados" por chimpanzé

Carinho entre espécies
Na natureza, acontecem coisas extraordinárias! Recebi umas fotos por e-mail e realmente são belíssimas! Elas mostram que entre os animais encontramos muito amor e carinho. As fotos são de dois tigres brancos, na Carolina do Sul, que foram separados da mãe durante a catástrofe do furacão Hannah. E foram então, "adotados" por Anjana, uma chimpanzé, que lhes ofereceu amor, carinho e dedicação. É verdadeiramente, uma lição de vida! Tanto que não resisti e resolvi publicar aqui.
Abaixo, vejam algumas das fotos que recebi:



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Crocodilos, jacarés e lagartixas

Crocodilos, jacarés e lagartixas

Crocodilo e jacaré
são assim bem diferentes:
quando os dois fecham a boca,
crocodilo mostra os dentes.

"Crocodilos e jacarés vivem em regiões quentes, nas margens dos rios. No Brasil só existem jacarés, não existem crococilos.
Os jacarés ficam quietos horas e horas, na beira da água, tomando sol. Todos os répteis precisam se aquecer assim: cobras, jacarés, crocodilos, tartarugas, jabutis, cágados e muitos tipos de lagartos como o teiú, o calango, a iguana, o camaleão e a lagartixa. O corpo deles não é capaz de produzir e manter calor como o corpo dos humanos.
As lagartixas caçam insetos à noite. Quando o sol se põe, elas ficam sobre muros e paredes, ou perto de lâmpadas acesas, à espreita de bichinhos para comer. Às vezes, a sua cauda se parte sozinha. É dessa forma que a lagartixa foge dos animais que se alimentam dela. No lugar onde a cauda se parte não sai sangue e depois a cauda cresce novamente."

Fonte:
Ciências - Descobrindo o Ambiente
Nyelda Rocha de Oliveira
Jordelina Lage Martins Wykrota
Editora Formato, Belo Horizonte, 1991



sábado, 17 de outubro de 2009

Aranhas e suas teias

Aranhas podem ser benéficas ao homem

É muito comum pensarmos na aranha como animal peçonhento, agressivo e perigoso. Isto acontece principalmente quando nos lembramos daqueles filmes de terror ou suspense que a apresentam dessa forma. Embora existam espécies de aranhas que são peçonhentas, venenosas e que até atacam, a grande maioria delas não causam grandes problemas ao ser humano, no máximo uma irritação no local do ataque.
Mas as aranhas também podem trazer benefícios ao humanos. Ao se alimentarem de insetos, elas controlam essas populações impedindo que eles se proliferem prejudicando o meio ambiente. Também a sua teia tem sido objeto de estudo. Por ser muito resistente, as possibilidades de utilização poderiam ser muitas. O que dificulta é a quantidade.
Texto de: Cristina Faganelli Braun Seixas

Fonte: Uol Educação
Disponível em :http://educacao.uol.com.br/biologia/ult1698u37.jhtm
Acesso em: 17/10/09
Clicando no link você verá a matéria na íntegra.

domingo, 27 de setembro de 2009

Poema: Porquinho da Índia


Porquinho-da-Índia

Poema de Manuel Bandeira

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

Fonte: http://www.lainsignia.org/2005/enero/cul_027.htm Acesso em: 27/09/09

Veja logo abaixo um vídeo meu:



É um animalzinho muito dócil que encanta adultos e crianças. Aí no vídeo, a mãe e uma filhotinha que nasceu hoje (27/09/09).

Veja também matéria sobre o porquinho da Índia como animal de estimação, clicando em: http://capi2.blogspot.com/2006/10/porquinhos-da-ndia-animal-de-estimao.html

sábado, 26 de setembro de 2009

O cardápio dos morcegos

A alimentação dos morcegos

Os morcegos, são popularmente e erroneamente conhecidos como chupadores de sangue. Muitas pessoas, matam de forma indiscriminada os morcegos que encontram, por medo. Porém os morcegos não se alimentam só de sangue. Entre os mamíferos, os morcegos são o grupo com dieta mais diversa. Quanto à alimentação, eles podem ser classificados como:
  • Insetívoros - possuem sistema bastante apurado para caçar besouros, moscas, grilos, aranhas, escorpiões, entre outros. Calcula-se que eles possam comer quase a metade de sua massa em insetos a cada noite.
  • Frugívoros - têm dieta variada de frutos silvestres como figos, bananas, manga e outros.
  • Nectarívoros - aliemtam-se, principalmente, de néctar e pólen; são chamados morcegos beija-flores.
  • Carnívoros - comem rãs, lagartixas, ratos, aves e outros animais. Alguns completam sua dieta com frutos e insetos.
  • Piscívoros - poucas espécies têm o hábito de comer peixes. As que o fazem, chegam a comer trinta ou quarenta peixes pequenos.
  • Hematófagos - os conhecidos morcegos-vampiros fazem um corte pequeno na sua vítima, que sangra pela ação de um poderoso anticoagulante presente na saliva do vampiro. Esses morcegos lambem o sangue e chegam a consumir 30 ml por noite.
Apesar da possibilidade de transmissão da raiva para os seres humanos e para os animais domésticos, é preciso ressaltar que os morcegos são necessários para o equilíbrio ambiental: os insetívoros são muito importantes para o controle da população de insetos, os fugívoros auxiliam a dispersão de sementes e os nectarívoros ajudam na polinização. Também os hematófagos são utilizados pela medicina para a obtenção de substâncias anticoagulantes.

Fonte:
Ciência Hoje das Crianças n.106, set.2000 p.5
IN: Ciências: Projeto Pitanguá. Organizadora: Editora Moderna. Editor responsável: José Luiz Carvalho da Cruz. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2008.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Porquinho da Índia


Porquinho da Índia

O porquinho da Índia ("Cavia porcellus") (ou preá, preá da Índia) é um roedor sul-americano da família dos caviídeos, existindo atualmente apenas como animal doméstico.
Apesar do seu nome comum, o porquinho da Índia não é suíno, nem tampouco indiano. Seu nome se deve a um erro de navegação: à época das grandes navegações, quando os europeus chegaram à América, buscando um novo caminho para as Índias, encontraram o pequeno animal, que era chamado pelo nativos de "Cui", por causa de seus grito curto parecido com o dos porcos. Os navegantes gostaram dele e o adotaram como mascote, levando-o para a Europa com um nome equivocado: porquinho da Índia.
Os porquinhos da Índia tornaram-se moda, ao chegarem à Espanha, espalhando-se então por toda a Europa, como animais de estimação.

Com relação ao seu nome em língua inglesa, "guinea pig", existem duas teorias:

* a de que as embarcações inglesas por fazerem escala na costa da Guiné, deram às pessoas a ideia de que os animais eram originários daquela região (e não da costa pacífica sul-americana); e
* ao preço cobrado pelos marinheiros ingleses pelos animais, um guinéu, moeda de ouro utilizada à época.

Desde o século XIX estes roedores vem sendo utilizados em estudos experimentais de laboratório, por isso são também conhecidos como cobaias, termo que, por vezes, também é utilizado para designar os hamsters.
Os porquinhos-da-Índia vivem de quatro a oito anos e podem reproduzir-se ao longo de todo o ano, gerando dois a cinco filhotes por ninhada. Para o primeiro acasalamento, recomenda-se que o macho tenha de três a quatro meses e as fêmeas de três a sete meses (jamais depois de sete meses). O período de gestação é de 59 a 72 dias, sendo a média de 62 dias. O tamanho dos filhotes, ao nascer, é de 7,62 cm. A idade ideal para o desmame é de 3 semanas.

Os machos chegam a pesar entre 1 kg e 1,2 kg e a medir 25 cm quando adultos. Já as fêmeas são mais leves, com aproximadamente 20 cm de comprimento e com entre 800 e 900 g de peso.

São animais vivazes e dóceis, raramente mordendo, o que pode ocorrer somente ao se sentirem ameaçados. Adaptam-se bem ao cativeiro e são alimentados com ração de coelho peletizada, feno ou capim, legumes (exceto alface, que pode causar-lhe diarréia) e frutas frescas. Recomenda-se a introdução do brócolis e da couve-flor na sua alimentação, por causa da quantidade de vitamina C que oferecem. Alimentos novos devem ser apresentados aos poucos, um de cada vez, observando sua reação.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porquinho-da-%C3%ADndia
Acesso em 24/09/09

Para mais informações sobre o porquinho da Índia, acesse os sites abaixo:
http://www.bicharada.net/animais/animais.php?gid=15
http://br.geocities.com/vidaanimall/animais/roedores/porquinho.htm
http://www.saudeanimal.com.br/artigo87.htm
http://www.cuicui.com.br/porquinhos.asp
http://animais.clix.pt/topicos.php?bid=52
http://www.petsbr.com/?p=898

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ipê amarelo

Recebi a imagem acima de uma amiga, por e-mail. Então, como estamos iniciando a primavera, e em homenagem ao Dia da Árvore, resolvi compartilhar aqui, mesmo sabendo que já foi bastante divulgada na Internet. Como eu ainda não havia visto, talvez muitos leitores do blog também não...
Outro motivo é que sempre admirei muito o ipê (uma árvore bastante comum em regiões do Cerrado), em qualquer tonalidade da sua flor. E também porque é um exemplo de como a natureza luta para sobreviver...

Para saber mais sobre o ipê que foi cortado, virou poste de energia e depois, na sua luta pela vida, brotou e floresceu, clique nos links a seguir:
http://altino.blogspot.com/2009/08/ipe-que-virou-poste-que-virou-ipe.html
http://estanciaarvoredavida.com.br/eav2.0/index.php?Itemid=2&id=153&option=com_content&task=view


Já para conhecer um pouco sobre o ipê clique nos links abaixo:
http://www.ipef.br/identificacao/tabebuia.alba.asp
http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=884&sid=2
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=306&textCode=2831&date=currentDate

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Quero-quero



Quero-quero
Vanellus chilensis

É uma ave que ocorre da América Central até a Terra do Fogo. No Brasil é encontrado em todo o território. Habita campos, margens de rios, brejos, mangues, restingas e áreas abertas. Frequentemente também pode ser encontrada nas cidades. A reprodução desta espécie de ave tem início no mês de junho e vai até janeiro, quando são formados pares ou trios reprodutivos. As aves constroem seus ninhos em cavidades feitas no solo utilizando ramos secos, gramíneas, gravetos e fragmentos de rocha. O que pode ocorrer tanto em terrenos secos ou úmidos, com ou sem vegetação. A fêmea costuma por de 3 a 4 ovos, que são, de certa forma, parecidos com um pião, cuja casca apresenta manchas escuras, que favorecem a camuflagem. Tanto o macho quanto a fêmea fazem a proteção do ninho. Quando um intruso se aproxima do ninho, as aves fingem estar feridas, ou se afastam levando para longe os possíveis agressores. Porém o macho é agressivo e ataca criaturas que ofereçam perigo. Um das defesas dessa ave é o canto característico, que pode inclusive servir de alerta para outros animais que fogem do perigo ao ouvirem o seu "grito" que tem um som diferenciado ao sentir a presença de intrusos.
Na fase adulta, a ave mede em torno de 35cm e apresenta plumagem nas cores branca, preta e cinzenta, com um penacho visível na cabeça. O bico e as pernas compridas são vermelhos. Outras características são um esporão alaranjado na asa, que é usado para fazer sua defesa e também o fato de que é uma ave que quase não é vista empoleirada, mas sim no ar ou no chão. Alimenta-se de invertebrados aquáticos e peixinhos que encontra na lama e também de artrópodos e moluscos terrestres.

Curiosidades:
  • Pela Lei n 7.418, de 1º de dezembro de 1980, o Estado do Rio Grande do Sul instituiu, como sua Ave-símbolo, o Quero-Quero.
  • É do seu canto que deriva seus vários nomes populares: quero-quero, téu-téu, tetéu, entre outros.
Fontes:
http://www.ao.com.br/download/ao145_41.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quero-quero
http://www.carlosbarbosa.rs.gov.br/novo/noticias/print.php?id=600
Acesso em 08/09/09

Veja abaixo um vídeo meu, feito em uma área próxima a uma praça na cidade de Goiânia, capital de Goiás, em 09/05/09:

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os dentes dos roedores e o bico das aves

Por que os dentes dos roedores e o bico das aves crescem sem parar?

Os dentes dos roedores e o bico das aves crescem sem parar para facilitar as tarefas diárias. Se isso não acontecesse esses bichos teriam dificuldades para cortar galhos e sementes e para cavar e escalar. A cutia é um exemplo. Para se alimentar, ela precisa abrir a duríssima casca do seu prato predileto: a castanha-do-pará. Realizando essa e outras tarefas, seus dentes da frente - os incisivos - se desgastam muito. Como esses dentes foram mesmo feitos para roer, roer e roer as superfícies mais duras tão rapidamente quanto são desgastados, eles crescem sem parar. Além disso, a parte da frente desses dentes possui uma camada de esmalte reforçada. A parte de trás, porém é mais macia e funciona como um alicate.
Essas adaptações engenhosas é que permitem aos roedores as habilidades de cavar, escalar, cortar galhos e sementes duras. Outro exemplo é o castor da América do Norte, um roedor de dentes tão fortes que são capazes de cortar árvores e construir pequenas represas usando apenas seus dentes incisivos, reconstruindo o ambiente ao seu redor semelhante aos humanos.
Com os roedores tudo bem, mas será que os bicos das aves também crescem sem parar? Claro que sim! O bico das aves é formado, principalmente, por um tipo de osso chamado pneumático. Os ossos pneumáticos são muito mais leves que os ossos encontrados nos humanos e em outros animais. Essa leveza é necessária para o equlíbrio durante o voo. Os ossos do bico são cobertos por uma capa formada de queratina, o mesmo material que compõe as nossas unhas. Essa capa é conhecida como ranfoteca e serve para proteger, dar forma e cor ao bico. Ela cresce continuamente em ritmo lento. Mas como o bico é usado constatemente para a alimentação e várias outras funções, essa cobertura vai se desgastando e seu crescimento compensa este desgaste.
Araras, papagaios e periquitos estão entre os animais que possuem uma das maiores taxas de crescimento de seu bico entre todas as aves. Essas aves se alimentam principalmente de sementes duras e frequentemente utilizam o bico como se fossem mãos, que se movimentam entre os galhos das árvores. (Texto adaptado)

Fonte:
Texto de: Salvatore Siciliano e Luciano M. Lima
Projeto Aves, Quelônios e Mamíferos Marinhos da Bacia de Campos
Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ
IN: http://cienciahoje.uol.com.br/147521
Acesso em 24/08/09
Veja lá o texto original, além de outras tantas informações importantes.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dez motivos para o Cerrado se tornar Patrimônio Nacional

Dez motivos para o Cerrado se tornar Patrimônio Nacional, de acordo com o Movimento Cerrado Vivo:

1- É no Cerrado que nascem rios importantes como: o São Francisco, o Jaguaribe, o Parnaíba, o Tocantins, o Araguaia, o Xingu, o Madeira, os formadores do Paraguai ( o Pantanal), o Paranaiba, o Grande e o Rio Doce, o que dá ao bioma Cerrado, o título de "caixa d'água" do Brasil. Sua devastação ameaça o fornecimento de água doce no País, e pode nos levar a uma crise energética. Estima-se que 95% da população brasileira depende da energia gerada pelas água do Cerrado.

2- 30% da biodiversidade brasileira está no Cerrado. Com a devastação, uma riqueza incalculável ainda não pesquisada está desaparecendo. 44% das espécies do Cerrado são endêmicas, ou seja, só existe aqui. O Cerrado é a savana mais rica do mundo.

3- 70% do Cerrado já foi destruído. Dos 30% restantes, apenas 5% constituem áreas suficientemente grandes para manter a biodiversidade, os outros 25% tendem a desaparecer.

4- Contem metade dos pássaros do Brasil. A grande diversidades de espécies animais apresenta uma forte associação com os ecossistemas locais. Várias espécies como a onça-pintada, o lobo-guará, o tatu-canastra e a águia cinzenta estão ameaçadas de extinção.

5- Cumpre um importante papel de interligação entre os biomas Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Amazônia, sendo o único bioma brasileiro com essa característica. Como na natureza tudo funciona de forma integrada, ao se arrancar o "miolo" de um ser vivo, ele obviamente morre.

6- Encontra-se na lista dos 34 hotspots - as regiões do mundo que concentram os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação são mais urgentes - elaborada pela Conservation International.

7- Abriga imensa sociodiversidade de povos e comunidades tradicionais, indígenas, sertanejos, ribeirinhos e quilombolas, que estão com suas culturas ameaçadas pelo impacto do avanço da fronteira agrícola. Tais culturas têm o conhecimento, trazido pela vivência, de como lidar com a complexidades do Cerrado, para mantê-lo vivo.

8- O ritmo de devastação é três vezes maior do que o da Amazônia, da ordem de 3 milhões de hectares/ano. Apenas 2% da área é preservada por lei.

9- A estimativa é de que o bioma Cerrado desapareça em 22 anos, caso o atual modelo predatório de desenvolvimento seja mantido.

10- As emissões de carbono do Cerrado aproximam-se da quantidade emitida pela Amazônia. A redução destas emissões pode justificar compensação financeira e fortalecer o nome do Brasil nas negociações internacionais.


Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/09/08/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=30646/noticia_interna.shtml
Acesso em 05/04/2009

Veja abaixo, um vídeo produzido por Wagner Oliveira e Sidney Dutra, em 1994, que retrata bem as belezas e também os problemas que o Cerrado enfrenta:

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pirá-brasília

Pirá-brasília – o peixe anual da capital federal
É um peixe que só aparece de ano em ano e é uma espécie ameaçada de extinção. Ele vive no Planalto Central, mais especificamente na capital do Brasil, em lagoas que se formam uma vez por ano, no período das chuvas, entre janeiro e agosto. Depois, essas extensões de água secam e ele some, mas deixa um rastro que quase ninguém percebe. Um ano depois, reaparece, como que por encanto. Esse é o pirá-brasília, o chamado peixe anual da capital federal.
Mas como isso acontece?
Quando as chuvas param, os brejos começam a secar na região e o pirá-brasília, que só existe no Distrito Federal, acaba morrendo. Nesse momento, ocorre algo bastante interessante... Antes de darem os últimos suspiros esses animais enterram seus ovos no solo, e eles permanecem ali, esperando a próxima estação das chuvas. Os ovos, que já estavam enterrados na terra seca, depois de um ano, na presença de água, eclodem e os alevinos – como são chamados os peixes recém-nascidos – rapidamente se desenvolvem. E assim nasce uma nova leva de pirá-brasília!
Os machos e as fêmeas apresentam características bem diferentes. As fêmeas são castanho-claras, com uma ou duas manchas pretas no meio do corpo e têm nadadeiras transparentes. Os machos são vermelhos, com faixas azul-metálicas próximas à cabeça e têm pintas da mesma cor no resto do corpo e nas nadadeiras.

Fonte:
Texto de:
Pedro De Podestà Uchôa de Aquino
Departamento de Zoologia
Universidade de Brasília
http://cienciahoje.uol.com.br/145015
Acesso em: 24/08/09
Obs: Visitando o site acima você verá a matéria completa, além de um vídeo do mesmo autor do texto e também imagens.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cupins

A importância dos cupins para os ecossistemas

A fauna de invertebrados do Cerrado ainda é pouco conhecida, porém estima-se que o número de espécies endêmicas seja bastante grande. Entre as espécies de invertebrados, encontram-se os cupins, que são um grupo importantíssimo para os ecossistemas do Cerrado pelo seu papel na cadeia alimentar como decompositores e base da dieta de vários animais. Os cupinzeiros são locais de acúmulo de matéria orgânica e servem como abrigo para muitas outras espécies de animais.
Esses invertebrados são muito importantes para a continuidade dos ecossitemas, porque além de servirem de alimento para muitos animais, modificam as condições do solo e influenciam a vegetação.
Os cupins tem uma forma de organização social semelhante à das formigas, grande parte das espécies de abelhas e parte das espécies de vespas. A organização social dentro da colônia acontece com a divisão do trabalho. Os indivíduos de uma casta são adaptados para a reprodução e o de outras castas nunca se reproduzem. As castas estéreis cuidam do trabalho e limpeza do cupinzeiro. Algumas espécies como o Cornitermes cumulans, constroem galerias subterrâneas e montes de dois metros ou mais de altura. Já outros, como algumas espécies de Neocapritermes, fazem sua colônia só subterrânea. Numa colônia existem três tipos de indivíduos: o casal de reprodutores formado pelo rei e a rainha, os soldados que são encarregados da defesa da colônia e o grupo dos operários que buscam os alimentos, fazem a limpeza do cupinzeiros e cuidam dos jovens. Os soldados e operários podem ser machos ou fêmeas mas são estéreis. O rei e a rainha estão periodicamente copulando e ela põe os ovos com novos soldados e operários para a colônia. Geralmente, uma vez por ano, um grupo de ovos eclode com indivíduos sexuados e que vão ter vida alada. Mesmo muito jovens já apresentam já apresentam asas e dentro de três ou quatro meses as asas crescem e os cupins ficam adultos. Com a chegada das chuvas, os cupins alados saem em revoada. Eles vão fundar novas colônias. Nesse momento, são chamados de aleluias ou siriris. Quando pousam, fazem um movimento no corpo para perder as asas e saem procurando um parceiro ou parceira. Assim como ocorre com outros animais, entre os cupins também acontece um ritual de corte. Se ocorrer a aceitação de ambos os indivíduos, eles caminham juntos procurando o local adequado para fundarem uma nova colônia. Ao encontrarem, começam a cavar e no final do túnel criam um espaço maior para iniciar a colônia. Copulam, e enquanto a fêmea não põe os ovos e eles não eclodem para formar a nova geração, o rei e a rainha fazem todo o trabalho dos soldados e operários. Buscam alimentos, defendem a colônia e cuidam dos jovens que vão nascendo. As revoadas desses insetos podem ser de centenas ou milhares de cupins alados. No entanto, poucos conseguem montar a nova colônia. Muitos não conseguem encontrar o parceiro e outros são predados. (Texto adaptado)

Fontes:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

e
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Obs: O texto acima foi baseado nas fontes citadas, sendo que na " Revista Cerrado - o que você precisa saber para preservá-lo", a matéria é uma entrevista muito interessante com o professor da UFG Divino Brandão, um estudioso das diversas espécies de cupins.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cuíca-d'água

Cuíca-d'água
Chironectes minimus

É um animal que só costuma ser visto à noite, geralmente, nadando ou mergulhando, daí a origem do seu nome popular.
Seu corpo mede cerca de 40cm e sua cauda aproximadamente 43cm. Apresenta peso em torno de 600 gramas.
Suas patas traseiras tem membranas semelhantes às dos pés dos patos, o que a ajuda na natação, que ela realiza com o corpo submerso e apenas com a cabeça acima da água. Sua cauda funciona como um leme, orientando na direção a seguir. E é na água que esse animal consegue a maior parte de seus alimentos: peixes, anfíbios, crustáceos, insetos e, às vezes, algumas plantas aquáticas.
A cuíca-d'água é um marsupial, assim como os coalas, cangurus e gambás. Nas fêmeas, o marsúpio serve para dar continuidade ao desenvolvimento dos filhotes. Os machos também tem marsúpio, mas a função é proteger os testículos enquanto nadam.
Para dar à luz seus filhotes, a cuíca-d'água constrói ninhos em tocas subterrâneas escavadas às margens de rios e riachos onde vive. Normalmente, tem duas ou três crias por gestação. Os bebês cuícas - logo depois de nascidos - vão para o marsúpio, onde ficam protegidos e mamando até estarem fortes o suficiente para viver do lado de fora.
Dentro do marsúpio os filhotes ficam protegidos mesmo com a mãe cuíca na água, por causa do pelo. A pelagem dessa espécie é curta e impermeável, não deixando passar água para dentro da bolsa marsupial, cuja abertura é voltada para trás. Assim a fêmea consegue mantê-la fechada, impedindo que a água entre enquanto nada.
A cuíca-d'água é encontrada do sul do México até o Peru, parte central da Bolívia, sul do Paraguai e nordeste da Argentina. No Brasil, ocorre nos estados das regiões Sul, Centro-oeste e Sudeste.
Está na lista de animais ameaçados de extinção, por causa do desmatamento e das queimadas que prejudicam o ambiente, ou melhor, as florestas e matas ciliares onde a cuíca-d'água vive. Para evitar o desaparecimento da espécie, é preciso criar novas áreas de preservação ambiental e ampliar as que já existem. (Texto adaptado)

Fonte:
Texto de: Jânio Cordeiro Moreira
Laboratório de Mastozoologia,
Departamento de Zoologia,
Universidade do Rio de Janeiro
IN: Revista Ciência Hoje das Crianças nº 197 de Dezembro de 2008.

domingo, 2 de agosto de 2009

Os morcegos

Salvem os morcegos

"Os morcegos, principalmente os hematófagos - que se alimentam de sangue -, podem transmitir doenças, como a raiva, em especial. As vítimas geralmente são os animais domésticos e o gado, dificilmente o homem.
Como a raiva é uma doença que mata os animais, o aumento das populações de morcegos hematófagos pode ocasionar consideráveis prejuízos à pecuária. No entanto, o controle desses morcegos pelo homem pode representar uma séria ameaça ao meio ambiente, pois, juntamente com as espécies hematófagas, são exterminadas também as espécies que se alimentam, por exemplo, de insetos, alguns dos quais são nocivos à agricultura.
Esta ameaça tem se acentuado ainda mais pela contaminação por agrotóxicos das fontes de alimentos de muitos morcegos - os frutos, as flores e os insetos. Além disso, a derrubada de florestas afeta a sobrevivência de muitas espécies sensíveis a mudanças em seu habitat.
Atualmente, estudiosos vem fazendo pesquisas para o combate espécífico das espécies que se alimentam de sangue. Isso porque o extermínio indiscriminado de todos os morcegos impediria que processos de dispersão de sementes, polinização e controle de populações de insetos fossem realizados por estes curiosos mamíferos."

Fonte:

Ciências: Os Seres Vivos
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
São Paulo: Editora Ática, 1999. p.173
(Adaptado de Ciência Hoje, mar./abr. 1986)

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