Para saber mais visite:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco-prego
Capivara
Encontrada em certas áreas das Américas do Sul (inclusive nas regiões do Cerrado) e Central, próximo a rios e lagos, a capivara é o maior roedor vegetariano do mundo. É um animal mamífero. Alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados. Tem como característica a cor marrom, pode chegar a pesar até 80 kg, com cerca de 1,20 metros em média de comprimento, podendo viver em torno de 15 a 20 anos.
As capivaras vivem em grupos familiares que podem chegar a 20 indivíduos ou mais. Geralmente, o grupo é composto por um macho dominante, várias fêmeas adultas com filhotes e outros machos subordinados. Os machos têm uma grande glândula sebácea sobre a cabeça, que utilizam para demarcar sua dominância através do cheiro. São encontradas próximo da água, em florestas ao longo de rios e em lagoas. As capivaras alimentam-se de grama e também de vegetação aquática. Quando estão em perigo, as capivaras mergulham dentro d'água e nadam sob a superfície até escapar. São excelentes nadadoras e podem permanecer submergidas por vários minutos.
É uma excelente nadadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores. Ela pode permanecer submersa por alguns minutos. A capivara também é conhecida por dormir submersa com apenas o focinho fora d'água.
Seus principais períodos de atividade são pela manhã e à tardinha, mas em áreas mais críticas podem tornar-se exclusivamente noturnas. As capivaras são às vezes, caçadas por sua pele e pelo seu óleo, considerado como tendo propriedades medicinais.
A capivara, como animal pastador, utiliza a água como refúgio, e não como fonte de alimentos, o que a torna muito tolerante à vida em ambientes alterados pelo homem.
Uma notícia da Emprapa Cerrados sobre a recuperação de espermatozóides extraídos de bovinos mortos, diz que "O pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados, planeja utilizar a mesma técnica, testada com sucesso em bovinos, para realizar fecundação in vitro em mamíferos silvestres como o lobo-guará, capivara, jaguatirica, gato-do-mato e outros. “São animais que podem ser encontrados mortos ao longo das rodovias do Bioma Cerrado”, destaca." http://www.cpac.embrapa.br/noticias/noticia_completa/10/(Embrapa Cerrados)
Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri
O morceguinho do cerrado é uma espécie endêmica do cerrado que pesa entre 10 e 12 gramas, apresenta pelagem parda amarelada. Seu focinho é alongado, a língua é comprida e a cauda é curta. O animal pode ser encontrado na região do Distrito Federal, Serra do Cipó em Minas Gerais e Sete Cidades no Piauí, e vive tanto em ambientes naturais ou rurais como em ambientes urbanos. Possui modificações para utilizare néctar e pólem das plantas, mas pode também predar insetos. Porém, são espécies frágeis e que tem suscetibilidade para a extinção.Os veados são herbívoros com alimentação específica devido à pouca especialização do seu estômago, que não digere vegetação fibrosa como erva. Assim, alimentam-se principalmente de rebentos, folhas, frutos e líquenes. Têm ainda elevados requerimentos nutricionais de minerais que lhes permitam crescer novos esgalhos todos os anos."
Fonte : Wikipedia, a enciclopédia livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/VeadoAcesso em: 02/07/09.
Vários veados são encontrados na região dos cerrados. Os principais são: o veado-campeiro, o veado-mateiro, o veado catingueiro e, mais raramente, o cervo-do-pantanal (mais encontrado na região do Pantanal). Entre esses, o mais ameaçado de extinção é o campeiro, o maior deles. O veado-campeiro habita áreas mais abertas de cerrado, especialmente os campos. O campeiro possui um círculo branco ao redor dos olhos e apresenta também a parte interna das coxas e a parte inferior da cauda brancas, exibindo-as durante sua fuga de algum perigo. O veado-campeiro pode ser observado sozinho ou em grupos com até mais de vinte animais. Alimenta-se de partes mais tenras das plantas, como botões florais, flores e folhas novas. Apenas os machos possuem chifres., que caem todo ano dando lugar a outros novos que nascem em seu lugar. Os chifres do campeiro são ramificados, mas o catingueiro e o mateiro apresentam chifres simples.
Fonte:Você sabia?
"...que duas ou mais emas [...] botam os ovos em um único ninho? O homem do campo, muito observador, fez até uma quadrinha:
Assim que terminam de botar, saem de fininho e deixam o macho chocando a ninhada, que tem, às vezes mais de 40 ovos.
A ema deixa alguns ovos fora do ninho para apodrecer. Os ovos podres atraem muitas moscas, que servem de alimento para os filhotes quando nascem.”
Fonte: A vida no cerrado. Roberto Antonelli Filho. São Paulo: FTD, 1997 ( Coleção Tropical)

Lontra
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Mustelidae
Nome científico: Lutra longicaudis
Nome vulgar: Lontra
Categoria: Vulnerável
As características que contribuem para a existência de populações mais numerosas da espécie são a abundância de ambientes aquáticos, que em sua maior parte devem estar livres de poluição química e orgânica, e a baixa densidade populacional humana.
As lontras ocupam vários tipos de ambientes aquáticos, tanto de água doce (rios, lagos) quanto salgada (lagunas, baías, enseadas).
Sua ocorrência está também relacionada à presença de substratos duros, que formam costões rochosos, onde os animais encontram abrigo.
A dieta consiste principalmente de peixes, sendo suplementada por crustáceos, anfíbios, mamíferos, insetos e aves.Camarões também são citados na sua dieta.
A lontra é um carnívoro de hábitos semi-aquáticos que ocorre em todo o Brasil, exceto nas porções mais áridas da região nordeste.
É um animal de porte médio, medindo cerca de 1 m de comprimento total e pesando de 5 a 12 kg. Sua taxonomia é confusa, havendo várias sinonímias.
É uma espécie de ampla distribuição, ocorrendo no México, América Central e América do Sul até o norte da Argentina.Ocorrência Geográfica: Amazônia, Cerrado, Floresta Atlântica, Pantanal e Campos do Sul.
Categoria/Critério: Ameaçada/Vulnerável - Destruição de habitat, caça, perseguição, populações isoladas e em declíneo
Cientista que descreveu: Olfers, 1818
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/lontra.phpA anta ou tapir, maior mamífero da América do Sul, é no entanto muito menor que seus parentes da África e da Ásia. Teorias recentes buscam a explicação para este fenômeno na última glaciação, quando a América teria secado demais para permitir a sobrevivência de animais de grande porte.
A anta chega a pesar 300 kg. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pêlos que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma freqüentemente banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.
Herbívora, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasta até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.
De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.
Quando ameaçada mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem, e sobe com eficiência terrenos íngremes.
Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/AntaDurante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso.
Raramente nasce mais de um filhote; este possui uma coloração diferente dos adultos: são rajados de marrom e branco. Ele é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.
Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até no fundo das lagoas.
A anta toma banhos freqüentes de lama e de água para se livrar de parasitas como carrapatos, moscas, etc. Por isso é encontrada próxima a rios e florestas úmidas.
A anta brasileira pertence à espécie Tapirus terrestris. Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pesa cerca de 250 kg. Ocorre na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.
A anta é encontrada também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela - ou seja, toda a América do Sul exceto Uruguai e Chile.
Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é "vulnerável" (VU), mas a anta se encontra "criticamente ameaçada" (CR) em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato de as populações estarem isoladas e em declínio. Além do homem, são seus predadores a sucuri e a onça.
Embora a anta tenha pêlo curto acinzentado, o filhote nasce com estrias claras no meio de pêlo castanho, uma camuflagem eficiente no meio da mata. Ele já nasce com o nariz alongado, uma tromba curta que a anta movimenta para cima e para baixo. Os índios tupis chamam a anta de “tapir” e os norte-americanos adotaram esse nome, mas para os índios guaranis a anta é “emborebi”.Conheça a região que abriga um terço das plantas e animais do Brasil!
"Tente imaginar um lugar que abrigue metade das aves brasileiras e 40 de cada 100 mamíferos do país, além de muitos outros animais e de quase sete mil espécies de plantas. Como você acha que deve ser esse espaço? Para começar, deve ser enorme, não é? Também precisa ter clima favorável e água para todos, concorda?
Pois bem. Esse lugar existe e é ocupado pelo que chamamos de cerrado. Ele contém nada menos que um terço da biodiversidade do nosso país, ou seja, de cada 100 espécies de seres vivos brasileiros, cerca de 33 vivem por lá. O cerrado é considerado o segundo maior bioma do Brasil, isto é, o segundo maior conjunto de espécies animais e vegetais que vivem em uma mesma área, atrás apenas da Amazônia.
O cerrado é um tipo de savana - vegetação que ocorre em lugares que sofrem períodos de seca - e ocupa boa parte do território brasileiro. Só para você ter uma ideia, caso o Brasil fosse dividido em cem partes iguais, esse bioma preencheria vinte e uma delas. A área central do cerrado está concentrada nos estados do Piauí, Maranhão, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, mas ele chega também a Rondônia, Amazonas, Roraima e Amapá.
Localizado sobre o Planalto Central, o cerrado brasileiro estende-se por um terreno plano, com algumas depressões e vales onde nascem importantes rios do país, como o São Francisco e o Tocantins. Ele tem períodos de seca e chuva bem definidos e, apesar de não ser rico em nutrientes, seu solo pode ser adaptado com facilidade à agricultura.
Mas a marca registrada desse bioma é mesmo a variedade de espécies animais e vegetais. São bichos e plantas tão distintos que, passeando pelo cerrado, podemos ficar surpresos com as diferentes paisagens que encontramos. Quer um exemplo? Ao longo dos cursos d’água, nascem árvores como o jatobá e o jacarandá, que formam as 'matas de galeria'. "Riqueza ameaçada
Diversos bichos do cerrado estão na lista de animais ameaçados de extinção
"Você sabia que, de cada dez espécies de animais, plantas e microrganismos, uma ocorre no Brasil? Não? Pois é verdade. E o cerrado, que abriga cerca de 32 mil espécies, é um dos biomas que mais contribui para esse número tão impressionante!
Infelizmente, com a destruição que vem sofrendo, a importante variedade de espécies do cerrado está ameaçada. Diversos animais que vivem nesse bioma correm risco de extinção -- e o pior é que alguns deles não são encontrados em outras partes do Brasil nem do mundo!
Quer exemplos? Então, lá vai: quase 200 espécies de mamíferos habitam o cerrado. Entre elas, o grupo mais variado é o dos morcegos, com 81 espécies registradas. No entanto, 17 estão oficialmente ameaçadas de extinção, entre elas o morceguinho-do-cerrado (Lonchophylla dekeyseri), que só existe nesse bioma. E essa lista pode crescer ainda mais com a revisão dos estudos sobre o tema! E tem mais: das 177 espécies de répteis do cerrado, pelo menos 22 estão ameaçadas, incluindo todas as espécies de jacarés que vivem por lá.
A destruição do habitat natural dos bichos é uma das principais ameaças à sua sobrevivência, mas não a única. A caça de animais silvestres, apesar de proibida por lei, ainda é uma prática comum. Além disso, acidentes em estradas que cortam o Cerrado são um perigo a mais para as espécies."
Fonte:
A onça parda
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Nome popular: Onça-parda
Nome em inglês: puma, cougar, panther, ou mountain Lion.
Nome científico: Puma concolor.
Distribuição geográfica: América do Norte, Central e Sul. Habitat: Montanhas, florestas tropicais, cerrados.
Hábitos alimentares: carnívoras.
Reprodução: gestação 90 a 96 dias.
Período de vida: as fêmeas até 12 e os machos até 20 anos, aproximadamente
Nesta espécie os machos medem da cabeça ao final do corpo 105 a 195.9 cm, com cauda de 66 a 78 cm, pesando de 67 a 103 kg. Já as fêmeas da cabeça ao final do corpo medem 96 a 151 cm, com cauda de 53 cm a 80 cm, pesando de 36 a 60 kg. Com ombro de 60 a 70 cm. Geralmente os animais menores são tropicais e os maiores de montanhas, alterando peso e coloração, classificando-os como subespécies.
Acesso em 03/05/2009. Lá você verá vários textos sobre a onça parda, além de belas imagens.
Caça à onça parda: perigo para o ecossistema
" A onça parda vive em vários ambientes das Américas. Esse animal tem sido vítima da caça exagerada praticada por criadores de gado. Eles acreditam que assim protegem seus rebanhos dos ataques de onças.
Os carnívoros silvestres de grande porte, como é o caso da onça parda, são muitas vezes avaliados como nocivos por moradores de zonas rurais. Mas é preciso compreender que esses animais tem grande importância ecológica: situados no topo da cadeia alimentar, são considerados espécies-chave.
O conceito de espécie-chave dá a algumas espécies animais maior influência do que a outras no equilíbrio ecológico de um ecossistema. E isso se comprova: a caça indiscriminada de carnívoros de grande porte costuma provocar numa região, por exemplo, o aumento exagerado das populações de roedores como os ratos; em grande número, os roedores podem tanto devastar a vegetação natural como serem danosos à agricultura e à saúde humana.
Para proteger seus rebanhos, os criadores geralmente se organizam para matar a onça parda ou contratam caçadores para isso. Dependendo da região, esse animal tem pouca chance de sobreviver a uma caçada. Quando perseguida por cães, a onça costuma procurar abrigo no alto das árvores ou entre rochas, tornando-se alvo fácil.
A caça às onças não se justifica. É mais adequado e correto orientar os criadores para que protejam seus rebanhos. Com isso evita-se a ameaça de extinção do Puma concolor e a provável consequência de desequilíbrio ecológico de campos e florestas.
Felizmente, e apesar das dificuldades, tem aumentado o número de especialistas preocupados em desmentir a imagem de fera sanguinária que em geral se tem da onça parda."
Fonte: Ciências - O Meio Ambiente
Carlos Barros e Wilson Paulino
São Paulo - Ática, 2006 - p. 31
A onça parda é encontrada entre os animais da fauna do cerrado.