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domingo, 30 de setembro de 2012

Macaco-prego

Macaco-prego
Cebus apella




É um macaquinho muito inteligente e hábil que consegue abrir  frutas de casca dura usando pedras e pedaços de pau. Vive em bandos nas matas e florestas da Amèrica do Sul. E passa a maior parte do tempo nas árvores, onde dorme e consegue alimento: frutas, nozes, sementes, flores, insetos, ovos e pequenos vertebrados. Só desce para beber água ou atacar plantações. Por ser encontrado em todo o Brasil, é um dos dez mamíferos mais capturados pelo tráfico de animais silvestres. O tráfico e a perda de habitat são as maiores ameaças a essa espécie.

Para saber mais visite:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco-prego

Fonte: 
Boniteza Silvestre
Lalau e Laurabeatriz
Editora Peirópolis - 2007

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tamanduaí

Tamanduaí
Cyclopes didactylus
 

O tamanduaí é o menor tamanduá do mundo. É encontrado na região que vai do sul do México até a parte central da América do sul, no Brasil e em países como Bolívia, Venezuela e Colômbia. Conhecido popularmente como tamanduaí, ele vive em nosso país na Amazônia, em áreas da Mata Atlântica do Nordeste e em matas ao longo de cursos d'água no Cerrado, nas áreas mais próximas a Amazônia. Com cerca de 45 cm de comprimento e pesando em torno de 400 gramas, ele é o menor de todos os tamanduás.
Animal, que emite um som semelhante a um assobio suave, possui pelo longo, macio, sedoso e levemente ondulado e tem olhos redondos e pretos. O tamanduaí possui orelhas  tão pequenas que ficam escondidas no meio da densa pelagem, que é cinza, dourada, com reflexos prateados, na parte superior de seu corpo. Nas costas, bem no meio, ele apresenta uma lista marrom escuro, que vai dos ombros até a garupa. Sua cabeça é dourada, assim como suas pernas, que também podem ser cinza. Já o seu peito é marrom-escuro ou com uma mancha marrom.
Encontrado em matas tropicais, o tamanduaí, aparentemente, não vive em áreas de vegetação aberta. Porém, não se conhece bem a sua distribuição em diferentes tipos de floresta. O que se sabe é que o menor tamanduá do mundo vive nas árvores e raramente desce ao chão. Por isso, o animal pode ser prejudicado pelo desmatamento, já que as árvores são o seu lar.
De hábitos noturnos e solitários, o tamanduaí passa o dia repousando, geralmente em um emaranhado de cipós, com o corpo curvado de tal maneira que forma uma bola. Em atividade, se locomove vagarosamente por pequenos galhos e cipós, dobrando as suas patas traseiras para agarrá-los com firmeza.
A alimentação do tamanduaí é composta principalmente por formigas, mas ele se alimenta também de outros insetos, como os cupins. Ao se alimentar usa suas garras - uma menor e outra menor nas patas dianteiras e quatro garras longas nas patas traseiras. Com elas, faz uma fenda em algum buraco do galho que esteja ocupado por formigas e as lambe com sua língua. As afiadas garras das patas dianteiras também são úteis na defesa. Os machos as usam contra seus atacantes.
A cada gestação, o tamanduaí fêmea gera um único filhote. A cria é deixada em uma árvore à noite, enquanto a mãe se alimenta, e é amamentada por ela até que tenha idade para, sozinha, procurar e comer formigas. As fêmeas adultas de tamanduaí têm territórios grandes e o território de um macho inclui o de várias fêmeas, o que significa que ele tem sempre à sua disposição várias fêmeas.

Texto de José de Sousa e Silva Júnior
Coordenação de Zoologia
Museu Paraense Emílio Goeldi

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 174, pág. 16
Novembro de 2006
Veja aqui um vídeo do You Tube com esse animalzinho:



Para saber mais:
http://tamandua.org/especies/16

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vídeo: Araras-azuis

Veja um vídeo sobre as araras-azuis, aves ameaçadas de extinção, que vivem no Cerrado e no Pantanal. É inconcebível que aves tão belas estejam ameaçadas de extinção por causa do tráfico ilegal de animais silvestres!

Fonte:
Globo Vídeos
Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1173897-7823-ARARASAZUIS+ESTAO+CADA+VEZ+MAIS+AMEACADAS+DE+EXTINCAO,00.html
Acesso em: 10/12/09.

Como o vídeo que postei anteriormente já não está mais disponível, resolvi disponibilizar aqui um outro, também muito bonito. Veja abaixo:



Fonte:
You Tube, no link:
http://www.youtube.com/watch?v=dNEmQZVJVG4
Acesso em: 22/09/2010

domingo, 1 de novembro de 2009

Capivara

Fonte da imagem: Wikipédia

Capivara

Hydrochaeris hydrochaeris

Encontrada em certas áreas das Américas do Sul (inclusive nas regiões do Cerrado) e Central, próximo a rios e lagos, a capivara é o maior roedor vegetariano do mundo. É um animal mamífero. Alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados. Tem como característica a cor marrom, pode chegar a pesar até 80 kg, com cerca de 1,20 metros em média de comprimento, podendo viver em torno de 15 a 20 anos.

As capivaras vivem em grupos familiares que podem chegar a 20 indivíduos ou mais. Geralmente, o grupo é composto por um macho dominante, várias fêmeas adultas com filhotes e outros machos subordinados. Os machos têm uma grande glândula sebácea sobre a cabeça, que utilizam para demarcar sua dominância através do cheiro. São encontradas próximo da água, em florestas ao longo de rios e em lagoas. As capivaras alimentam-se de grama e também de vegetação aquática. Quando estão em perigo, as capivaras mergulham dentro d'água e nadam sob a superfície até escapar. São excelentes nadadoras e podem permanecer submergidas por vários minutos.

É uma excelente nadadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores. Ela pode permanecer submersa por alguns minutos. A capivara também é conhecida por dormir submersa com apenas o focinho fora d'água.

Seus principais períodos de atividade são pela manhã e à tardinha, mas em áreas mais críticas podem tornar-se exclusivamente noturnas. As capivaras são às vezes, caçadas por sua pele e pelo seu óleo, considerado como tendo propriedades medicinais.

A capivara, como animal pastador, utiliza a água como refúgio, e não como fonte de alimentos, o que a torna muito tolerante à vida em ambientes alterados pelo homem.

Uma notícia da Emprapa Cerrados sobre a recuperação de espermatozóides extraídos de bovinos mortos, diz que "O pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados, planeja utilizar a mesma técnica, testada com sucesso em bovinos, para realizar fecundação in vitro em mamíferos silvestres como o lobo-guará, capivara, jaguatirica, gato-do-mato e outros. “São animais que podem ser encontrados mortos ao longo das rodovias do Bioma Cerrado”, destaca." http://www.cpac.embrapa.br/noticias/noticia_completa/10/(Embrapa Cerrados)


Fontes:
http://www.cpap.embrapa.br/fauna/capivara.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/capivara.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capivara
http://www.cpac.embrapa.br/noticias/noticia_completa/10
http://www.suapesquisa.com/mundoanimal/capivara.htm
Acesso em 01/11/09

Clique no link abaixo e veja um vídeo do R7 que mostra uma capivara em plena cidade de Brasília, que é salva por seguranças, de dois homens que queriam matá-la a pauladas!
http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/capivara-desperta-curiosidade-de-moradores-em-brasilia-20091029.html
Acesso em 01/11/09

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sapo

É descrita uma nova espécie de sapo do cerrado

Batizado de Chaunus veredas, uma nova espécie de sapo foi identificada no sudoeste baiano.
O novo sapo habita regiões de cerrado ( predominantemente formações abertas de cerrado e áreas de solos arenosos). Na época de seca, ele permanece enterrado e só sai nas estações chuvosas, para se alimentar e se reproduzir.
Encontrado em 2002 por Reuber Brandão - herpetólogo do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UNB), o novo sapo se diferencia de outros espécies de sapos.
Os animais dessa nova espécie alimentam-se de invertebrados, assim como
os outros representantes do grupo marinus , que agrega diversas espécies de sapo-cururu. Os machos apresentam coloração amarelada distribuída de forma homogênea e podem medir de 8,7 a 11 cm. Já as fêmeas têm o corpo com padrão marmoreado nas cores marron-atijolado e verde-água ou azul-piscina e podem medir de 8,3 a 11,8 cm.
Essa é uma evidência de que o bioma Cerrado possui uma biodiversidade muito grande e de que é preciso mais estudos para revelar a grande riqueza que pode existir no bioma.

Para ler a matéria na íntegra, acesse o site abaixo.

Fonte:
Ciência Hoje On-line
Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/97438
Acesso em 20/10/09

domingo, 4 de outubro de 2009

Morceguinho do cerrado

Foto: Daniela Coelho

Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri

O morceguinho do cerrado é uma espécie endêmica do cerrado que pesa entre 10 e 12 gramas, apresenta pelagem parda amarelada. Seu focinho é alongado, a língua é comprida e a cauda é curta. O animal pode ser encontrado na região do Distrito Federal, Serra do Cipó em Minas Gerais e Sete Cidades no Piauí, e vive tanto em ambientes naturais ou rurais como em ambientes urbanos. Possui modificações para utilizare néctar e pólem das plantas, mas pode também predar insetos. Porém, são espécies frágeis e que tem suscetibilidade para a extinção.
Sua dieta é composta de insetos, recursos florais e frutos. As plantas identificadas como recurso alimentar do morceguinho do cerrado são embiruçu-do-cerrado
( Pseudobombax longiflorum), pata-de-vaca (Bauhinia cf angulicaulis), açoita-cavalo (Luehea grandiflora) e jatobá-da-mata (Hymenaea stilbocarpa), que florescem no período da seca.

Para conhecer mais visite o link: http://cerradobrasil.cpac.embrapa.br/

Fonte:
AGUIAR, L.M.S.; MAURO, R.A.; Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, Agosto 2004. Disponível em: < http://www.cnpgc.embrapa.br/rodiney/~series/fauna/morceguinho.html >. Acesso em: < 4 , Outubro > 09 .

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cupins

A importância dos cupins para os ecossistemas

A fauna de invertebrados do Cerrado ainda é pouco conhecida, porém estima-se que o número de espécies endêmicas seja bastante grande. Entre as espécies de invertebrados, encontram-se os cupins, que são um grupo importantíssimo para os ecossistemas do Cerrado pelo seu papel na cadeia alimentar como decompositores e base da dieta de vários animais. Os cupinzeiros são locais de acúmulo de matéria orgânica e servem como abrigo para muitas outras espécies de animais.
Esses invertebrados são muito importantes para a continuidade dos ecossitemas, porque além de servirem de alimento para muitos animais, modificam as condições do solo e influenciam a vegetação.
Os cupins tem uma forma de organização social semelhante à das formigas, grande parte das espécies de abelhas e parte das espécies de vespas. A organização social dentro da colônia acontece com a divisão do trabalho. Os indivíduos de uma casta são adaptados para a reprodução e o de outras castas nunca se reproduzem. As castas estéreis cuidam do trabalho e limpeza do cupinzeiro. Algumas espécies como o Cornitermes cumulans, constroem galerias subterrâneas e montes de dois metros ou mais de altura. Já outros, como algumas espécies de Neocapritermes, fazem sua colônia só subterrânea. Numa colônia existem três tipos de indivíduos: o casal de reprodutores formado pelo rei e a rainha, os soldados que são encarregados da defesa da colônia e o grupo dos operários que buscam os alimentos, fazem a limpeza do cupinzeiros e cuidam dos jovens. Os soldados e operários podem ser machos ou fêmeas mas são estéreis. O rei e a rainha estão periodicamente copulando e ela põe os ovos com novos soldados e operários para a colônia. Geralmente, uma vez por ano, um grupo de ovos eclode com indivíduos sexuados e que vão ter vida alada. Mesmo muito jovens já apresentam já apresentam asas e dentro de três ou quatro meses as asas crescem e os cupins ficam adultos. Com a chegada das chuvas, os cupins alados saem em revoada. Eles vão fundar novas colônias. Nesse momento, são chamados de aleluias ou siriris. Quando pousam, fazem um movimento no corpo para perder as asas e saem procurando um parceiro ou parceira. Assim como ocorre com outros animais, entre os cupins também acontece um ritual de corte. Se ocorrer a aceitação de ambos os indivíduos, eles caminham juntos procurando o local adequado para fundarem uma nova colônia. Ao encontrarem, começam a cavar e no final do túnel criam um espaço maior para iniciar a colônia. Copulam, e enquanto a fêmea não põe os ovos e eles não eclodem para formar a nova geração, o rei e a rainha fazem todo o trabalho dos soldados e operários. Buscam alimentos, defendem a colônia e cuidam dos jovens que vão nascendo. As revoadas desses insetos podem ser de centenas ou milhares de cupins alados. No entanto, poucos conseguem montar a nova colônia. Muitos não conseguem encontrar o parceiro e outros são predados. (Texto adaptado)

Fontes:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

e
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Obs: O texto acima foi baseado nas fontes citadas, sendo que na " Revista Cerrado - o que você precisa saber para preservá-lo", a matéria é uma entrevista muito interessante com o professor da UFG Divino Brandão, um estudioso das diversas espécies de cupins.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sobre o lobo guará

O lobo guará é um animal da fauna do Cerrado brasileiro.
Solitário e preferindo a noite ao dia, o guará marca um território com suas fezes e urinas. Nessa área de cerca de 30 km2 ele permite apenas a presença da fêmea e seus filhotes. À noite, quando a maioria dos animais está dormindo, o lobo vagueia pelos cerrados caçando pequenos roedores, vertebrados e aves. Mas ele aprecia muito os frutos silvestres, principalmente o fruto do lobo ( Solanum grandiflorum e Solanum lycocarpum), que existe em grande quantidade nos cerrados.
Preferindo os lugares abertos, campos e cerrados, dificilmente o guará penetra nas florestas. Durante o dia abriga-se em lugares sombrios - tocas, grotas e mesmo no interior de cupins e murunduns, quando dorme tranquilamente. Próximo ao seu abrigo, urina e defeca em lugares elevados, como o alto de um cupim ou de uma pedra. Somente com o escasseamento de comida provocado pelas transformações no seu meio natural, o guará se arrisca a procurar comida nas fazendas. E, a cada dia, novas áreas de cerrado estão sendo incorporadas ao processo produtivo de alimentos e pastagens, reduzindo o espaço do lobo e a sua chance de sobreviver.
O lobo a cada ano só procura uma única fêmea para acasalar-se, e cada animal tem seu período próprio para copular, que vai de fevereiro a junho. A gestação dura 65 dias e as ninhadas são normalmente de dois a cinco filhotes. Nascem com pelagem escura e olhos fechados. No primeiro mês de vida são muito fracos, arrastando-se por não conseguirem andar. É quando a mãe loba oferece proteção especial para os lobinhos em abrigos seguros. Depois dos primeiros meses, conseguem equilibrar-se nas patas e partem para as primeiras saídas, seguindo os pais. Deixam de mamar aos quatro meses, quando ganham agilidade e correm atrás do próprio alimento. Um ano depois de nascidos, quando a mãe vai novamente acasalar-se, o filhote abandona o território do pai para viver independente.
Vários trabalhos são desenvolvidos no Brasil com o objetivo de preservar o lobo guará, criando o animal em cativeiro.

Fonte (texto adaptado):
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Leia também sobre o lobo guará em:
Colégio São Francisco

Veja abaixo um vídeo do You Tube sobre o lobo guará.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Veados no Cerrado


Os veados encontrados no Cerrado

"Os veados são mamíferos da ordem dos artiodáctilos pertencentes, em senso estrito, à família Cervidae. Entretanto, várias espécies semelhantes, de outras famílias da mesma ordem, são também chamados veados.

São encontrados em todo o mundo, exceto na Austrália (as espécies que lá vivem, embora em estado selvagem, foram introduzidas na colonização). Os machos da maioria das espécies desenvolvem esgalhos ou galhadas (e não cornos, o que distingue o grupo dos outros ruminantes) no crânio, que são renovados anualmente. São usados como arma durante a estação de acasalamento, nos combates entre machos. Os veados sem esgalhos possuem longos caninos superiores, que usam como arma. Os veados são polígamos.

Os veados são herbívoros com alimentação específica devido à pouca especialização do seu estômago, que não digere vegetação fibrosa como erva. Assim, alimentam-se principalmente de rebentos, folhas, frutos e líquenes. Têm ainda elevados requerimentos nutricionais de minerais que lhes permitam crescer novos esgalhos todos os anos."

Fonte : Wikipedia, a enciclopédia livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/VeadoAcesso em: 02/07/09.


Vários veados são encontrados na região dos cerrados. Os principais são: o veado-campeiro, o veado-mateiro, o veado catingueiro e, mais raramente, o cervo-do-pantanal (mais encontrado na região do Pantanal). Entre esses, o mais ameaçado de extinção é o campeiro, o maior deles. O veado-campeiro habita áreas mais abertas de cerrado, especialmente os campos. O campeiro possui um círculo branco ao redor dos olhos e apresenta também a parte interna das coxas e a parte inferior da cauda brancas, exibindo-as durante sua fuga de algum perigo. O veado-campeiro pode ser observado sozinho ou em grupos com até mais de vinte animais. Alimenta-se de partes mais tenras das plantas, como botões florais, flores e folhas novas. Apenas os machos possuem chifres., que caem todo ano dando lugar a outros novos que nascem em seu lugar. Os chifres do campeiro são ramificados, mas o catingueiro e o mateiro apresentam chifres simples.

Fonte:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre a ema


Você sabia?

"...que duas ou mais emas [...] botam os ovos em um único ninho? O homem do campo, muito observador, fez até uma quadrinha:


__Vou lhe fazer uma pergunta
Seu cabeça de urupema
Quero que você me diga
Quantos ovos põe a ema?

__Quantos ovos põe a ema?
A ema nunca põe só;
Põe a mãe e põe a filha
Põe a neta e põe a avó.

Assim que terminam de botar, saem de fininho e deixam o macho chocando a ninhada, que tem, às vezes mais de 40 ovos.

A ema deixa alguns ovos fora do ninho para apodrecer. Os ovos podres atraem muitas moscas, que servem de alimento para os filhotes quando nascem.”

Fonte: A vida no cerrado. Roberto Antonelli Filho. São Paulo: FTD, 1997 ( Coleção Tropical)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lontra


Lontra

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Mustelidae

Nome científico: Lutra longicaudis

Nome vulgar: Lontra

Categoria: Vulnerável

Características

As características que contribuem para a existência de populações mais numerosas da espécie são a abundância de ambientes aquáticos, que em sua maior parte devem estar livres de poluição química e orgânica, e a baixa densidade populacional humana.

As lontras ocupam vários tipos de ambientes aquáticos, tanto de água doce (rios, lagos) quanto salgada (lagunas, baías, enseadas).

Sua ocorrência está também relacionada à presença de substratos duros, que formam costões rochosos, onde os animais encontram abrigo.

A dieta consiste principalmente de peixes, sendo suplementada por crustáceos, anfíbios, mamíferos, insetos e aves.Camarões também são citados na sua dieta.

A lontra é um carnívoro de hábitos semi-aquáticos que ocorre em todo o Brasil, exceto nas porções mais áridas da região nordeste.

É um animal de porte médio, medindo cerca de 1 m de comprimento total e pesando de 5 a 12 kg. Sua taxonomia é confusa, havendo várias sinonímias.

É uma espécie de ampla distribuição, ocorrendo no México, América Central e América do Sul até o norte da Argentina.

Ocorrência Geográfica: Amazônia, Cerrado, Floresta Atlântica, Pantanal e Campos do Sul.

Categoria/Critério: Ameaçada/Vulnerável - Destruição de habitat, caça, perseguição, populações isoladas e em declíneo

Cientista que descreveu: Olfers, 1818

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/lontra.php
Acesso em: 02/06/09. No Portal São Francisco, você verá também outros textos sobre a lontra, inclusive com mais informações sobre este animal.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A anta

Anta
Tapirus terrestris

A anta ou tapir, maior mamífero da América do Sul, é no entanto muito menor que seus parentes da África e da Ásia. Teorias recentes buscam a explicação para este fenômeno na última glaciação, quando a América teria secado demais para permitir a sobrevivência de animais de grande porte.

A anta chega a pesar 300 kg. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pêlos que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma freqüentemente banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.

Herbívora, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasta até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.

De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.

Quando ameaçada mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem, e sobe com eficiência terrenos íngremes.

Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anta
Acesso em: 23/06/09.

A anta

As antas são animais fortes.Comem frutos, folhas, caules, brotos, pequenos ramos, grama, plantas aquáticas, cascas de árvores, organismos aquáticos e pastam inclusive sobre plantações de cana, melão, cacau, arroz e milho.

Durante o acasalamento, os machos atraem as fêmeas com assobios estridentes. A cópula pode ocorrer tanto dentro quanto fora da água. O casal se separa após isso.

Raramente nasce mais de um filhote; este possui uma coloração diferente dos adultos: são rajados de marrom e branco. Ele é amamentado até quando a mãe estiver lactando. Em um ano e meio já está crescido e com a aparência dos adultos.

Durante o dia, a anta fica escondida na floresta. À noite, deixa o esconderijo para pastar. Suas pegadas, difíceis de serem confundidas, podem ser vistas logo ao amanhecer nas trilhas abertas na floresta, nas margens dos rios e até no fundo das lagoas.

A anta toma banhos freqüentes de lama e de água para se livrar de parasitas como carrapatos, moscas, etc. Por isso é encontrada próxima a rios e florestas úmidas.

Anta brasileira

A anta brasileira pertence à espécie Tapirus terrestris. Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pesa cerca de 250 kg. Ocorre na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.

A anta é encontrada também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela - ou seja, toda a América do Sul exceto Uruguai e Chile.

Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é "vulnerável" (VU), mas a anta se encontra "criticamente ameaçada" (CR) em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato de as populações estarem isoladas e em declínio. Além do homem, são seus predadores a sucuri e a onça.

Embora a anta tenha pêlo curto acinzentado, o filhote nasce com estrias claras no meio de pêlo castanho, uma camuflagem eficiente no meio da mata. Ele já nasce com o nariz alongado, uma tromba curta que a anta movimenta para cima e para baixo. Os índios tupis chamam a anta de “tapir” e os norte-americanos adotaram esse nome, mas para os índios guaranis a anta é “emborebi”.
Habitat: Florestas Tropicais, Pantanal e Cerrado.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/anta.php
Acesso em: 23/06/09.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A riqueza do Cerrado

Como um baú cheio de tesouros

Conheça a região que abriga um terço das plantas e animais do Brasil!

"Tente imaginar um lugar que abrigue metade das aves brasileiras e 40 de cada 100 mamíferos do país, além de muitos outros animais e de quase sete mil espécies de plantas. Como você acha que deve ser esse espaço? Para começar, deve ser enorme, não é? Também precisa ter clima favorável e água para todos, concorda?

Pois bem. Esse lugar existe e é ocupado pelo que chamamos de cerrado. Ele contém nada menos que um terço da biodiversidade do nosso país, ou seja, de cada 100 espécies de seres vivos brasileiros, cerca de 33 vivem por lá. O cerrado é considerado o segundo maior bioma do Brasil, isto é, o segundo maior conjunto de espécies animais e vegetais que vivem em uma mesma área, atrás apenas da Amazônia.

O cerrado é um tipo de savana - vegetação que ocorre em lugares que sofrem períodos de seca - e ocupa boa parte do território brasileiro. Só para você ter uma ideia, caso o Brasil fosse dividido em cem partes iguais, esse bioma preencheria vinte e uma delas. A área central do cerrado está concentrada nos estados do Piauí, Maranhão, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, mas ele chega também a Rondônia, Amazonas, Roraima e Amapá.

Localizado sobre o Planalto Central, o cerrado brasileiro estende-se por um terreno plano, com algumas depressões e vales onde nascem importantes rios do país, como o São Francisco e o Tocantins. Ele tem períodos de seca e chuva bem definidos e, apesar de não ser rico em nutrientes, seu solo pode ser adaptado com facilidade à agricultura.

Mas a marca registrada desse bioma é mesmo a variedade de espécies animais e vegetais. São bichos e plantas tão distintos que, passeando pelo cerrado, podemos ficar surpresos com as diferentes paisagens que encontramos. Quer um exemplo? Ao longo dos cursos d’água, nascem árvores como o jatobá e o jacarandá, que formam as 'matas de galeria'. "

Riqueza ameaçada

Diversos bichos do cerrado estão na lista de animais ameaçados de extinção

"Você sabia que, de cada dez espécies de animais, plantas e microrganismos, uma ocorre no Brasil? Não? Pois é verdade. E o cerrado, que abriga cerca de 32 mil espécies, é um dos biomas que mais contribui para esse número tão impressionante!

Infelizmente, com a destruição que vem sofrendo, a importante variedade de espécies do cerrado está ameaçada. Diversos animais que vivem nesse bioma correm risco de extinção -- e o pior é que alguns deles não são encontrados em outras partes do Brasil nem do mundo!

Quer exemplos? Então, lá vai: quase 200 espécies de mamíferos habitam o cerrado. Entre elas, o grupo mais variado é o dos morcegos, com 81 espécies registradas. No entanto, 17 estão oficialmente ameaçadas de extinção, entre elas o morceguinho-do-cerrado (Lonchophylla dekeyseri), que só existe nesse bioma. E essa lista pode crescer ainda mais com a revisão dos estudos sobre o tema! E tem mais: das 177 espécies de répteis do cerrado, pelo menos 22 estão ameaçadas, incluindo todas as espécies de jacarés que vivem por lá.

A destruição do habitat natural dos bichos é uma das principais ameaças à sua sobrevivência, mas não a única. A caça de animais silvestres, apesar de proibida por lei, ainda é uma prática comum. Além disso, acidentes em estradas que cortam o Cerrado são um perigo a mais para as espécies."

Fonte:
http://cienciahoje.uol.com.br/materia/view/1492
http://cienciahoje.uol.com.br/materia/view/1495
Acesso em 23/06/09.
Visite o site da CH on line das Crianças e veja os textos completos, além de belas imagens.


sábado, 20 de junho de 2009

Morcegos

A vida nas trevas

"Os morcegos são mamíferos que possuem uma alimentação variada. Entre as quase 1000 espécies conhecidas, apenas três se alimentam de sangue. Os morcegos das demais espécies alimentam-se de: frutas (manga, banana, mamão, goiaba, por exemplo); néctar e de pólen de flores, como as do ipê e do maracujá-de-restinga; folhas diversas; insetos, muitos dos quais daninhos às lavouras (gafanhotos e certas mariposas, por exemplo); animais (como ratos, pássaros, lagartos, pequenos peixes e rãs).
Ao se alimentarem de flores, os morcegos podem transportar pólen de uma flor para outra e assim contribuir para a reprodução de certas espécies de plantas. Ao alimentar-se de frutos, podem dispensar sementes, contribuindo também para a reprodução dessas espécies vegetais. Alimentando-se de animais, como gafanhotos e ratos, os morcegos têm importante papel no controle de algumas pragas agrícolas.
Os morcegos também podem auxiliar na manutenção da vida em cavernas escuras. Nesses ambientes, em virtude da ausência de luz solar, não se desenvolvem seres fotossintetizantes. Os morcegos saem das cavernas em busca de seu alimento. Quando retornam, eliminam fezes ricas em nutrientes, que se acumulam no piso das cavernas. As fezes dos morcegos podem então alimentar animais, como certas espécies de grilos, moscas e besouros que habitam as cavernas. Esses animais, por sua vez, podem servir de alimento para outras espécies desse mesmo ambiente, como certas aranhas e centopéias.
Se os morcegos abandonarem as cavernas à procura de outro local em que possam se instalar, grilos, besouros, aranhas e centopéias, entre outros animais, ficam à míngua de alimentos, e a vida corre o risco de desaparecer pouco a pouco nesse ambiente.
Assim, trazendo matéria e energia do mundo banhado de luz para o interior das cavernas escuras, os morcegos atuam como o elo entre o mundo iluminado e o mundo das trevas.
Como você vê, nem sempre as cadeias alimentares na natureza são iniciadas por organismos produtores."


Fonte:
Ciências - O Meio Ambiente - 5ª série, página 30.
Carlos Barros e Wilson Paulino
Editora Ática, São Paulo, 2006.

Leia mais sobre morcegos no site: http://www.morcegolivre.vet.br/tt_morcegos.html

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Disputando tocas

Curiosidades
"O cerrado é um importante ecossistema brasileiro. Estende-se pelos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, São Paulo, Bahia, Roraima e Amapá.
Entre os vários animais que lá vivem, consideraremos o tatu-bola e a coruja-do-campo (ou "buraqueira" ). Esses animais tem nichos ecológicos semelhantes, quando se considera a busca de tocas para a construção de ninhos.
O tatu-bola não cava tocas como outras espécies de tatus. Ele faz o seu ninho utilizando tocas abandonadas no solo, assim como a coruja-do-campo.
Portanto, esses animais competem pelas tocas abandonadas."


Fonte:
Ciências - O Meio Ambiente - 5ª série, página 16.
Carlos Barros e Wilson Paulino
Editora Ática, São Paulo, 2006.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Comedor de formigas

Tamanduá
Myrmecophaga tridactyla

"Myrmecophaga tridactyla foi a maneira mais elegante que os cientistas encontraram para denominar um legítimo comedor de formigas. Aliás, myrmeco quer dizer formiga e phaga, alimentação. Você, que está a ponto de dar um nó na língua, pode simplificar essa história toda dizendo simplesmente: tamanduá-bandeira.
Mamífero pertencente à ordem dos Edentata e ao mesmo grupo dos tatus, das preguiças e de outros tamanduás - como o mirim e o de dois dedos - o tamanduá-bandeira só é encontrado no continente americano.[...]
O tamanduá-bandeira é o maior representante dos tamanduás, podendo pesar até 40 quilos. Tem uma cauda com pelos compridos, que ele ergue e balança quando anda, lembrando, de longe, uma bandeira. Dai a razão do seu nome.
O focinho do tamanduá-bandeira é bem longo e a boca, totalmente banguela, fica na ponta dele. Quando bate a fome, ele introduz sua língua grudenta e comprida, com cerca de 50 centímetros, na abertura de cupinzeiros e formigueiros. Se a quantidade de insetos capturada não for suficiente para encher sua barriga, ele não tem dó: com as patas da frente, quebra esses cupinzeiros e formigueiros para comer melhor.
Talvez por parentesco com o bicho preguiça, o tamanduá anda sempre devagar. Ele se apoia na parte dorsal das mãos e se locomove com as garras voltadas para cima sem tocar o chão. Quando é atacado, vira uma fera! Fica sentado para abraçar o agressor e dar golpes com suas garras, ao mesmo tempo. É por isso que para o abraço de falsos amigos, usa-se a expressão "abraço de tamanduá".
Tanto de dia como de noite, o tamanduá-bandeira pode ser visto perambulando atrás de alimento. Normalmente está sozinho, sem formar grupos.
O olfato é o principal sentido de orientação da espécie, já que os olhos e as orelhas são pouco desenvolvidos. O período de gestação dura cerca de 190 dias e a fêmea carrega na barriga só um filhote por vez. Quando nasce, o pequeno tamanduá permanece nas costa da mãe até completar pouco mais de um mês de vida.
Grande e lento para se locomover, o tamanduá-bandeira tornou-se vítima de caçadores e da perseguição de cães. Aliados à destruição de seu habitat, esses fatores contribuem para caracterizar a espécie como uma das mais ameaçadas de nosso país." (Renato Feio)

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças. Rio de Janeiro, SBPC, nº 70, 1997,p.13-17.
Texto de Renato Feio. Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal de Viçosa. IN:
Trilhos e Trilhas - História. Jane Gasparotto Fernandes e Maria Ângela Borges Salvadori
Editora Saraiva, São Paulo, 2004.

Seriema


É uma ave que integra a Fauna do Cerrado.
O canto da seriema é o som mais característico do Cerrado, podendo ser ouvido até a mais de um quilômetro. Ave esbelta, elegante e intrigante, não admite viver no anonimato. Quando uma canta, abrindo bem o bico e jogando a cabeça para trás, as outras respondem formando um coral afinado.
As duas espécies conhecidas da seriema são a Cariama cristata, encontrada no Brasil e Uruguai e a Chunga burmeisteri, conhecida como seriema-de-canela-preta, comum no Paraguai e Norte da Argentina. A espécie brasileira tem pernas e bico avermelhados, um topete de penas na frente da cabeça e mede aproximadamente um metro. A espécie argentina, com bico e penas pretas, não possui topete e mede em torno de 80 centímetros.
Mesmo sendo capaz de voar, a seriema, no processo evolutivo, especializou-se em viver na terra. Em situações de perigo, ela pode correr até 70 km/h e, se for preciso realizar um vôo de curta distância terminando muitas vezes empoleirada.
A ave alimenta-se de pequenos roedores, gafanhotos e outros artrópodes. Costuma matar e comer cobras, mas não é imune ao veneno de serpente.
Para matar um rato, a seriema segura com seu bico forte o animal, levanta-o a uma altura de mais de 70 centímetros e em seguida joga a presa violentamente no chão. Começa sempre a comer a vítima pela cabeça e não se importa com animais encontrados mortos.
Durante o dia, repousa deitada no solo, toma banho de sol e de poeira e empoleira-se em cupinzeiros e tocos para visualizar melhor o horizonte.
No começo da primavera, os casais marcam os territórios onde irão procriar. O ritual de acasalamento consiste em uma dança com o macho saltando e abrindo as asas para seduzir a fêmea.
No cerrado, os ninhos da seriema são rústicos, feitos com gravetos ou galhos frágeis e de fundo forrado com barro, folhas secas ou estrume de gado e é construído a mais ou menos cinco metros do solo. São postos de dois a quatro ovos brancos, ligeiramente rosados, maculados de castanho, que são chocados pelo macho e pela fêmea através de revezamento que dura de 26 a 29 dias. Os filhotes nascem cobertos por penugem parda e têm o bico pardo-escuro e os pés cinzento-escuros. Com 12 dias já abandonam os ninhos.

Fonte (fotos e texto adaptado):
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Veja, abaixo, um vídeo do You Tube com a execução da música Seriema do Campo, de Renato Andrade:


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Lobo Guará

Lobo guará
Chrysocyon brachyurus
Animal da fauna do cerrado brasileiro, o lobo guará não é mau como mostra a história infantil. O animal é tímido e assustado, evitando até a aproximação com os humanos. Só mostra os dentes e ataca quando é acuado. Mamífero carnívoro, pertence à família dos canídeos, cuja característica é a de ter cinco dedos nas patas de trás e quatro - terminados em garras - nas da frente.
O lobo brasileiro, o guará, aguará ou aguaráçu é mais fino de corpo, tem pernas altas e porte esguio. É presa fácil dos caçadores porque é lento de movimentos. Parente do cachorro-do-mato, do cachorro-vinagre e da raposa-do-campo, o lobo guará é típico da América do Sul e está na lista dos animais ameaçados de extinção.
Por ter uma cor pardo-avermelhada é que ele tem esse nome, pois a palavra gwa'rá é originária da língua Tupi e significa vermelho. O lobo guará tem o corpo delgado com pernas finas e longas e orelhas grandes sempre erguidas. As patas e as crinas são pretas e a ponta da cauda e o colar são brancos. Na fase adulta pode medir até 1,80m da ponta da cauda até o focinho. A altura pode chegar a 1 metro, quando estará pesando em média 23 quilos.
Fonte ( fotografia e texto adaptado):
Revista Cerrado - 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Inst. de Ciências Humanas e Letras - Deptº de Com. Social).
Gráfica e Editora Bandeirante

Sobre esse animal leia também: (http://cienciahoje.uol.com.br/130239)

Encontramos mais informações sobre o lobo guará como: características, habitat, curiosidades, principais ameaças, etc. Vale a pena conferir em:
"HowStuffWorks - Como funciona o lobo-guará". Publicado em 27 de outubro de 2008 (atualizado em 27 de outubro de 2008) http://ciencia.hsw.uol.com.br/lobo-guara.htm (04 de novembro de 2008)
Há também no site acima, um quiz (perguntas com múltipla escolha de respostas) sobre o animal. Para acessar diretamente o quiz clique em: (http://www.hsw.uol.com.br/quiz.htm?q=1383)

domingo, 17 de maio de 2009

Quati

Quati
(Nasua nasua)
Ordem: Carnívora
Características: Possui focinho longo, olhos e orelhas pequenos, pelos abundante e compridos, inclusive na cauda, onde se notam anéis claros e escuros. Os membros anteriores são mais curtos e escuros que os posteriores. São sociais, vivendo em grupos de indivíduos, sempre fêmeas e seus filhotes. Os machos adultos podem ser observados solitários. Andam no chão ou sobre as árvores, sendo que nas árvores os deslocamentos são feitos com rapidez e habilidade. As principais movimentações acontecem durante o dia, mas à noite também se movimentam.
Seu habitat são florestas de porte alto e cerrados.
O quati é um mamífero que pertence à família Procyonidae. Possui cerca de 60 cm de comprimento e mais de 75 cm de cauda (semipreênsil). Seu peso médio e de 11 kg, podendo viver cerca de 15 anos. Existem quatro espécies desse pequeno animal, que pode ser encontrado desde o Paraná até a Argentina. O quati possui hábitos diurnos. Assim que o dia nasce, emite sons gritantes (guincha) e começa a mover-se. Disputando ou até se divertindo com os companheiros, ele sobe nas árvores ou sai aos saltos pelo chão com a cauda erguida.
À tarde, o quati faz a sesta, quando faz calor. Dorme no alto das árvores, enrolado como uma bola e geralmente não desce antes de amanhecer. Apesar de nadar muito bem, não gosta muito desta prática.
Para encontrar seu alimento ( animais e vegetais variados), o animal se utiliza de suas garras grandes e fortes e de seu focinho comprido para escavar o solo em busca de minhoca, insetos e raízes. Aprecia também ovos, legumes e lagartos. Na procura de alimentos, os quatis utilizam seguidamente, o focinho comprido e principalmente o nariz ( muito flexível) que é introduzido em buracos sob cascas de árvores, no chão, ninhos, etc. Para capturar e segurar o alimento, os quatis utilizam as mãos.
Quando completa cerca de dois anos de idade, os machos já vivem sozinhos, juntando-se ao bando na época do acasalamento, que ocorre no fim da primavera, tendo apenas uma ninhada por ano. A gestação dura cerca de dez a doze semanas após o acasalamento. A fêmea produz de 2 a 6 filhotes por ninhada. Por mais de um mês os filhotes permanecem no ninho, no oco de uma árvore.

Fontes:
http://www.4elementos.bio.br/trilha-virtual/fauna_flora_html/quati.htm
http://www.ucs.br/ucs/zoo/plantel/mamiferos/quati
Acesso em: 17/05/2009

O quati é mais um animal que pertence à fauna do cerrado.

domingo, 3 de maio de 2009

Onça parda

A onça parda

Ordem: Carnivora

Família: Felidae

Nome popular: Onça-parda

Nome em inglês: puma, cougar, panther, ou mountain Lion.

Nome científico: Puma concolor.

Distribuição geográfica: América do Norte, Central e Sul. Habitat: Montanhas, florestas tropicais, cerrados.

Hábitos alimentares: carnívoras.

Reprodução: gestação 90 a 96 dias.

Período de vida: as fêmeas até 12 e os machos até 20 anos, aproximadamente

Nesta espécie os machos medem da cabeça ao final do corpo 105 a 195.9 cm, com cauda de 66 a 78 cm, pesando de 67 a 103 kg. Já as fêmeas da cabeça ao final do corpo medem 96 a 151 cm, com cauda de 53 cm a 80 cm, pesando de 36 a 60 kg. Com ombro de 60 a 70 cm. Geralmente os animais menores são tropicais e os maiores de montanhas, alterando peso e coloração, classificando-os como subespécies.

Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/animais/onca-parda.php

Acesso em 03/05/2009. Lá você verá vários textos sobre a onça parda, além de belas imagens.


Caça à onça parda: perigo para o ecossistema

" A onça parda vive em vários ambientes das Américas. Esse animal tem sido vítima da caça exagerada praticada por criadores de gado. Eles acreditam que assim protegem seus rebanhos dos ataques de onças.

Os carnívoros silvestres de grande porte, como é o caso da onça parda, são muitas vezes avaliados como nocivos por moradores de zonas rurais. Mas é preciso compreender que esses animais tem grande importância ecológica: situados no topo da cadeia alimentar, são considerados espécies-chave.

O conceito de espécie-chave dá a algumas espécies animais maior influência do que a outras no equilíbrio ecológico de um ecossistema. E isso se comprova: a caça indiscriminada de carnívoros de grande porte costuma provocar numa região, por exemplo, o aumento exagerado das populações de roedores como os ratos; em grande número, os roedores podem tanto devastar a vegetação natural como serem danosos à agricultura e à saúde humana.

Para proteger seus rebanhos, os criadores geralmente se organizam para matar a onça parda ou contratam caçadores para isso. Dependendo da região, esse animal tem pouca chance de sobreviver a uma caçada. Quando perseguida por cães, a onça costuma procurar abrigo no alto das árvores ou entre rochas, tornando-se alvo fácil.

A caça às onças não se justifica. É mais adequado e correto orientar os criadores para que protejam seus rebanhos. Com isso evita-se a ameaça de extinção do Puma concolor e a provável consequência de desequilíbrio ecológico de campos e florestas.

Felizmente, e apesar das dificuldades, tem aumentado o número de especialistas preocupados em desmentir a imagem de fera sanguinária que em geral se tem da onça parda."

Fonte: Ciências - O Meio Ambiente

Carlos Barros e Wilson Paulino

São Paulo - Ática, 2006 - p. 31

A onça parda é encontrada entre os animais da fauna do cerrado.

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