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terça-feira, 23 de abril de 2013

Peixe-boi

Peixe-boi marinho
Trichechus manatus manatus

Gorduchos e preguiçosos

Para os índios Tupi-guarani, o peixe-boi é conhecido como Guarabá ou Igarakuê, que significa canoa virada. E ao vê-lo boiando na água é essa a impressão que se tem, porque só avistamos suas costas. Só quando ele sobe para respirar é que aparece o focinho e, quando mergulha fundo, o rabo. Há poucas décadas esse mamífero aquático pertencente à ordem Sirenia poderia ser encontrado desde o litoral do espírito Santo até o extremo norte do Brasil. Mas agora ele só e´visto entre os estados de Alagoas e do Amapá. No Brasil, existem duas espécies de peixe-boi: o marinho (Trichechus manatus manatus) e o amazônico (Trichechus inunguis). Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é o peixe-boi marinho que está mais ameaçado de extinção. Hoje, existem no máximo 400 representantes dessa espécie no litoral brasileiro.
O peixe-boi é  peixe porque vive na água e é boi porque só se alimenta de vegetais. Ele não gosta de se mexer muito. E suas atividades favoritas são comer e dormir.
Esse animal chega a pesar cerca de 800 quilos, e quanto ao tamanho alguns chegam a ter até quatro metros de comprimento, pois podem passar até três horas enchendo a barriga com capim-agulha, algas, aguapés ou folhas de mangue.
É um animal dócil e inofensivo. O peixe-boi vive em média 50 anos. A gestação da fêmea dura 13 semanas e o filhote já nasce com um metro  e 30 centímetros, aproximadamente. A mãe amamenta e cuida dele por cerca de dois anos.
As duas nadadeiras peitorais do peixe-boi funcionam como leme e servem também para levar o alimento à boca. Debaixo de cada nadadeira, a fêmea tem uma mama. Normalmente, o peixe-boi vive solitário. Só na época de reprodução é que são vistos vários machos em torno de uma fêmea. Eles aproveitam esse período que passam juntos para brincar, por isso é comum vê-los rolando, abraçando-se e beijando-se!
Meigo e nada agressivo, o peixe-boi tornou-se presa fácil dos pescadores. Como é preciso quase dez anos para que esse animal se torne adulto e possa se reproduzir, o número de representantes da espécie reduziu-se drasticamente. Hoje, há leis que proíbem a caça do peixe-boi, mas seu habitat continua sendo destruído e por isso está na lista dos animais ameaçados de extinção.

Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças Nº 83, de Agosto de 1998
Texto (adaptado) de Renata Santoro de Sousa Lima,
Departamento de Zoologia,
Universidade Federal de Minas Gerais

quarta-feira, 13 de março de 2013

Jaguatirica

Jaguatirica
(Felis pardalis)

Tamanho: 1 metro de comprimento e cerca de 15 quilos, no caso do macho.
Onde vive: nas Américas.
Tempo de vida: cerca de 20 anos.
Alimentação: coelhos, porcos selvagens, lagartos, rãs e peixes.
Predadores: não tem.
Reprodução: gestação de 70 dias, com nascimento de dois a quatro filhotes.
Comportamento: caça durante a noite e só vive em grupo no tempo da reprodução.
Ameaças: a a caça e a destruição do ambiente em que vive.


Fonte: 
Ciências Naturais -  Coleção Eu Gosto
Célia Passos e Zeneide Silva
IBEP - São Paulo - 2009

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Peixinho de rio

Bagrinho
Acentronichthys leptos

O bagrinho é um peixe bem pequeno que cabe na palma da mão. Com cerca de 8 cm já é adulto. Ao contrário de outros peixes podem chegar até a dois metros de comprimento. Esse pequeno peixe vive a nadar nas nascentes dos riachos, escondidos pela vegetação ou entre pedras e troncos dos rios, onde encontra sua comida favorita: insetos aquáticos - como são chamados os insetos que passam pelo menos um ciclo de suas vidas na água.
A reprodução do bagrinho ocorre entre os meses de setembro a março. As fêmeas podem carregar em torno de 600 ovos, porém apenas aluguns filhotes conseguem chegar à fase adulta. O bagrinho é um peixe muito exigente em relação à qualidade das águas. É muito sensível às mudanças climáticas que acontecem em seu ambiente e está adaptado à vida em águas claras e limpas. Atualmente, poucos peixes desta espécie podem ser encontrados vivendo livres na natureza, principalmente, por causa da degradação da Mata Atlântica, que é o ambiente onde vivem. A temperatura e o nível das águas dos riachos, onde o bagrinho vive, sofrem mudanças quando árvores são derrubadas. O desgaste do solo que o desmatamento pode causar faz com que terra e areia sejam levadas para dentro do rio, deixando a água mais escura e imprópria para o bagrinho. Por isso, está entre as espécies ameaçadas de extinção.
 
Texto de:
Jean Carlos Miranda
Piatã Santana Marques e
Rosana Mazzoni,
Departamento de Ecologia,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº213, pág 16
Junho de 2010     

terça-feira, 13 de julho de 2010

Macaco em perigo

Macaco em perigo

"Pesquisadores do Centro de Primatas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão mapeando os refúgios da Amazônia em que um dos macacos mais ameaçados de extinção luta para sobreviver. O caiarara ou macaco-cara-branca foi descrito cientificamente em 1992 e, de imediato classificado como espécie "criticamente em perigo de extinção". O animal habita regiões do Pará e do Maranhão, dentro do chamado Arco do Desmatamento, onde estão as parcelas da Floresta Amazônica mais degradadas, reduzidas a apenas 30% da vegetação original. Os pesquisadores do Projeto Kaapori, do Ibama, realizaram quatro expedições nos últimos dois anos para localizar esses primatas. Entre os locais em situação mais crítica para a conservação do caiarara está a Reserva Biológica Gurupi, no Maranhão, atingida por impactos ambientais e problemas sociais."

Fonte:
Revista Horizonte nº 108, ano 19, pág. 20

domingo, 6 de junho de 2010

Cuxiú-preto


Cuxiú-preto
Chiropotes satanas

O cuxiú-preto é um macaco único. A maior parte de seu corpo é preto. Tem um rabo peludo e comprido. Mede cerca de 40 cm de comprimento de corpo e 40 cm de cauda. No queixo, tanto os machos quanto as fêmeas tem uma barba grossa. O seu peso médio é de 3 a 4 quilos. É encontrado em parte da Amazônia, no leste do estado do Pará e no oeste do estado do Maranhão. Ele habita áreas de florestas, com árvores altas e está ameaçado de extinção. Desloca-se rapidamente durante todo o dia pelas copas de árvores altas, em busca de comida: flores, brotos, insetos, aranhas e frutas. Dos frutos, o cuxiú gosta é das sementes, quando elas ainda estão verdes e macias.
É um animal veloz e arisco, o que facilita sua fuga de qualquer um que tenta se aproximar. A espécie vive em grandes grupos, com até 40 indivíduos, onde o número de machos e fêmeas é bem equilibrado.
O desmatamento e destruição das matas onde mora o cuxiú-preto são grandes ameaças à espécie. Ele também é caçado por causa de sua carne, que é usada para a alimentação e por causa de seu rabo que é vendido como espanador.

Para saber mais sobre o macaco cuxiú-preto, clique nos links:
http://animais.bicodocorvo.com.br/informacoes/mamiferos/pequenos/cuxiu-preto
http://www.anda.jor.br/?p=32347
http://portalamazonia.globo.com/pscript/amazoniadeaaz/artigoAZ.php?idAz=838
Acesso em 07/06/2010

Fontes:
Os links acima e Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 207, de Novembro de 2009
Página 16
Texto de Liza M. Veiga e Iran Veiga
(adaptado e com cortes)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Peixe-boi marinho

Peixe-boi marinho


"A confecção de um novo mapa de distribuição do peixe-boi marinho no Nordeste brasileiro pode ser mais um aliado na preservação da espécie, hoje considerada criticamente ameaçada de extinção. A estratégia ousada de três pesquisadores, coordenados pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), foi colocada em prática com o auxílio de um monomotor modelo Cessna 172 A, que sobrevoou a costa litorânea de Pernambuco, de Alagoas e da Paraíba. As informações coletadas ao longo de quatro dias, na semana passada, vão ajudar os cientistas a detectar previamente locais onde não há mais incidência de animais."

Veja a matéria completa, publicada pelo Ecodebate de 04 de fevereiro de 2010.


Fonte:
http://www.ecodebate.com.br/2010/02/04/pesquisadores-sobrevoam-litorais-de-tres-estados-do-ne-para-identificar-areas-habitadas-pelos-peixes-bois-marinhos/
Acesso em 04/02/2010


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ariranha

Ariranha

Pteronura brasiliensis

A ariranha é uma espécie de lontra., porém se distingue dela, por causa do grande porte. Sua distribuição original cobre a bacia Amazônica, do São Francisco e a Alta Bacia do Paraguai e do Paraná. Pode ser encontrada em quase todo território brasileiro, com exceção da Caatinga e florestas de baixada.Mas a região amazônica é que concentra o maior número de indivíduos da espécie. No Pantanal, vivem ao longo de rios, corixos e lagoas, preferindo os corpos d'água de margens expostas, onde escavam suas tocas. Vivem em grupos familiares de 5 a 9 indivíduos, são raramente solitárias e são especializadas em pescar e comer peixes grandes, mas provavelmente também podem comer crustáceos, moluscos ou outros vertebrados como cobras e filhotes de jacarés. Os indivíduos são facilmente identificados devido à suas manchas brancas na pelagem preta do pescoço.

Em cativeiro, o período de gestação registrado esteve entre 65 a 70 dias. As ariranhas defendem seus filhotes atacando bravamente em grupo.

Por causa de sua pele macia e sedosa, foram intensivamente caçadas em décadas passadas e como resultado desta caça associada à destruição de seu hábitat, a ariranha encontra-se ameaçada de extinção. No Pantanal, ainda há locais onde se pode avistar grupos de ariranhas com relativa facilidade, como na região do Rio Negro, onde foi feita a imagem ao lado. A espécie é citada como vulnerável na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção do IBAMA, atualizada em 2003.


Fontes:

http://www.cpap.embrapa.br/fauna/ariranha.html
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/793
Acesso em: 01/02/2010

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Vídeo: Araras-azuis

Veja um vídeo sobre as araras-azuis, aves ameaçadas de extinção, que vivem no Cerrado e no Pantanal. É inconcebível que aves tão belas estejam ameaçadas de extinção por causa do tráfico ilegal de animais silvestres!

Fonte:
Globo Vídeos
Disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1173897-7823-ARARASAZUIS+ESTAO+CADA+VEZ+MAIS+AMEACADAS+DE+EXTINCAO,00.html
Acesso em: 10/12/09.

Como o vídeo que postei anteriormente já não está mais disponível, resolvi disponibilizar aqui um outro, também muito bonito. Veja abaixo:



Fonte:
You Tube, no link:
http://www.youtube.com/watch?v=dNEmQZVJVG4
Acesso em: 22/09/2010

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Tigres

Tigres podem ser extintos em duas décadas

O Ecodebate publicou hoje (30/10/09) uma reportagem da Agência Reuters. A notícia é mais uma comprovação do que a ação humana é capaz de fazer para a destruição da natureza.
De acordo com a matéria, os tigres livres de todo o mundo podem desaparecer dentro de até duas décadas, se não forem tomadas medidas urgentes para frear o declínio acelerado da população de tigres que vivem livres na natureza.
Entre os fatores que estão levando a essa diminuição da população de tigres, estão a caça ilegal para a retirada de peles, a destruição de seus habitats e a redução de suas fontes de alimentação.

Veja a matéria na íntegra, clicando no link abaixo:

Fonte:
Ecodebate, cujo endereço é: http://www.ecodebate.com.br/2009/10/30/tigres-correm-risco-de-extincao-nos-proximos-15-a-20-anos/
Acesso em: 30/10/09

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Migração de aves do Cerrado para Sudeste?

Estudo sugere que o aquecimento global provocará a migração de aves do Cerrado para regiões do Sudeste

Pesquisa do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UNB), encabeçada por Miguel Angelo Marini, aponta que a elevação da temperatura na região do Cerrado (consequências do aquecimento global), pode levar espécies de aves mais sensíveis ao calor, entre elas a codorna-pequena, codorna-mineira, capacetinho-do-oco-do-pau e o jacu a se deslocarem para regiões mais frias (Sudeste) como alternativa de sobrevivência.
O estudo aponta também para a necessidade de mais proteção ambiental para regiões do Cerrado, como forma de evitar a extinção de espécies.

Veja a matéria na íntegra clicando no link abaixo.

Fonte:
http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/22105-migracao-alada-do-cerrado-ao-sudeste
Acesso em 16/10/09

domingo, 4 de outubro de 2009

Morceguinho do cerrado

Foto: Daniela Coelho

Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri

O morceguinho do cerrado é uma espécie endêmica do cerrado que pesa entre 10 e 12 gramas, apresenta pelagem parda amarelada. Seu focinho é alongado, a língua é comprida e a cauda é curta. O animal pode ser encontrado na região do Distrito Federal, Serra do Cipó em Minas Gerais e Sete Cidades no Piauí, e vive tanto em ambientes naturais ou rurais como em ambientes urbanos. Possui modificações para utilizare néctar e pólem das plantas, mas pode também predar insetos. Porém, são espécies frágeis e que tem suscetibilidade para a extinção.
Sua dieta é composta de insetos, recursos florais e frutos. As plantas identificadas como recurso alimentar do morceguinho do cerrado são embiruçu-do-cerrado
( Pseudobombax longiflorum), pata-de-vaca (Bauhinia cf angulicaulis), açoita-cavalo (Luehea grandiflora) e jatobá-da-mata (Hymenaea stilbocarpa), que florescem no período da seca.

Para conhecer mais visite o link: http://cerradobrasil.cpac.embrapa.br/

Fonte:
AGUIAR, L.M.S.; MAURO, R.A.; Morceguinho do cerrado - Lonchophylla dekeyseri. Fauna e Flora do Cerrado, Campo Grande, Agosto 2004. Disponível em: < http://www.cnpgc.embrapa.br/rodiney/~series/fauna/morceguinho.html >. Acesso em: < 4 , Outubro > 09 .

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cerrado

Devastação do Cerrado é maior que da Amazônia

O governo federal, finalmente reconheceu que o cenário ambiental que vem se instalando no Cerrado da década de 70 para cá é de calamidade. O desmatamento só cresceu. A degradação do bioma já é responsável pelo mesmo nível de emissões de gás carbônico da Amazônia.
De acordo com relatório do Ministério do Meio Ambiente (MMA) a destruição do bioma Cerrado
( que é ocupado por 10 Estados e o Distrito Federal) chega a 127,5 mil quilômetros quadrados. O relatório aponta ainda que 12 mil espécies desapareceram, mas a desertificação e o avanço de culturas agressivas só aumentaram. De acordo com o estudo, a pecuária extensiva, o plantio de cana-de-açúcar , bem como o plantio de soja para a exportação são os vilões da degradação do Cerrado. A área desmatada cresceu 6,3% no período de 2002 a 2008, passando de 41,9% para 48,2%, ou seja quase um milhão de km² (praticamente a metade do bioma!).
Ontem (10/09), foi aberta uma consulta para o Plano de Ação para Prevenção do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado).
O Plano contém medidas como o monitoramento em tempo real da vegetação e a criação de novas unidades de conservação. O Plano está na página do Ministério em http://www.mma.gov.br.

Fontes:
Jornal O Popular, de 11 de setembro de 2009
Ano 71, nº 20.341, página 03.
e
Jornal Diário da Manhã, de 11 de setembro de 2009
Edição nº 7978, página 09.

Infelizmente, no Dia Nacional do Cerrado, gostaríamos de postar aqui melhores notícias, mas acreditamos que a partir da conscientização da sociedade e das autoridades, com fiscalização efetiva por parte destas, essa situação pelo menos se estabilize possibilitando o fim da degradação e do desmatamento, dando assim a chance para a natureza se recuperar.

Veja no link a seguir mais detalhes sobre a matéria acima:
http://www.dmdigital.com.br/index.php?edicao=7978

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dia Nacional do Cerrado

Dia do Cerrado
O bioma Cerrado, desde 2003, tem um dia especial que é dedicado à reflexão e mobilização em sua defesa, o que é muito justo, pois o Cerrado é um bioma muito rico em recursos naturais e diversidade biológica e cultural. A instituição do dia 11 de setembro como o Dia Nacional do Cerrado, foi importante para estimular a sociedade e as autoridades a pensarem mais sobre o que fazer em seu favor. A data foi escolhida em homenagem ao ambientalista Ary José de Oliveira, o Ary Pára-Raios, um defensor dos direitos humanos e do meio ambiente, que transformou a cultura do bioma Cerrado em arte mambembe. Ary foi o fundador do grupo teatral Esquadrão da Vida - uma das mais conhecidas troupe de artistas do Distrito Federal.
O bioma Cerrado, mesmo sendo muito importante ainda não é reconhecido como Patrimônio Nacional. Mas pelo menos durante a semana em que acontece o Dia do Cerrado, sua importância é discutida e, estando em pauta, ele se torna um pouco mais conhecido pela sociedade. E tornando-se conhecido, será possível ser mais valorizado, respeitado e preservado.

Conheça, no site do Plenarinho, um pouco mais sobre a data:http://www.plenarinho.gov.br/ecologia/Reportagens_publicadas/dia-nacional-do-cerrado
(Acesso em 06/09/09).
E confira nos links a seguir, a programação de eventos que acontecem durante esta semana, em Goiás e no Distrito Federal: http://www2.ucg.br/flash/Flash2009/Setembro09/090902sabc.html
http://www.sabc.org.br/simposio15/
http://www.sabc.org.br/simposio15/programacao.asp
http://www.agenciabrasilia.df.gov.br/042/04299003.asp?ttCD_CHAVE=89223
(Acesso em 06/09/09).

Sobre Ary Pára-Raios, leia mais aqui: http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030213/pri_cul_130203.htm
Acesso em 06/09/09.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Os problemas no Zoológico de Goiânia

Descontrole sobre plantel e irregularidades são alvo de investigação no Zoológico de Goiânia

O Jornal O Popular noticiou hoje mais informações sobre os acontecimentos que tem intrigado e deixado perplexa a população: as mortes em série de animais no Zoo de Goiânia.
Na semana passada foi formada uma equipe composta por membros de várias instituições, entre elas, o próprio Zoológico, O Ibama de Goiás e do Distrito Federal, o Conselho de Veterinária e a Universidade Federal de Goiás, para levantar os problemas existentes no zoo e fazer um diagnóstico emergencial único, indicando caminhos.
Conforme noticiado em O Popular: "Em meio à série de mortes de animais, investigações da Polícia Federal e do Ibama apontam problemas e irregularidades no Zoológico de Goiânia. Entre 2003 e 2004, 311 bichos sumiram sem comprovação de mortes ou retirada. O fluxo de espécies é discrepante em relação ao plantel de hoje de 540 animais. De 2001 a 2005, 2.239 bichos chegaram ao Zoo, que recebia só R$1.000, 00 reais por ano para comprar remédios veterinários. Apesar da lotação, eram feitas permutas irregulares, principalmente com criadores particulares e troca de espécies por material de construção, insumos para laboratório e remédios."
As investigações da Polícia Federal e Ibama apontam que são inúmeros os problemas e irregularidades no Parque Zoológico, onde desde Janeiro de 2009 até o dia 28/08/09, já morreram 69 animais. Em cinco anos ( de 2001 a 2005) 2.239 bichos de diferentes espécies chegaram ao parque. Embora o zoológico só dispusesse de hum mil reais por ano para comprar remédios veterinários, os animais não paravam de entrar. Com superlotação, permutas irregulares eram realizadas, principalmente com criadores particulares. O zoo recebia animais com estado de saúde e procedência praticamente desconhecidos; trocava espécies por material de construção, insumos para laboratório e medicamentos; mesmo com superlotação, a estrutura do local era utilizada por criadores particulares para manter seus animais por determinado período.
O fluxo intenso de animais, sem as mínimas condições de atendimento médico-veterinário, fez explodir a quantidade de mortes a partir de 2005. Conforme o levantamento fornecido para as investigações da PF, foram 47 mortes em 2001, 26 em 2002, 15 em 2003 e 9 em 2004. Em 2005, o número subiu para 165 animais mortos.
O Ibama até chegou a mudar a direção do Parque pelo desaparecimento de 125 animais em 2005. E um inquérito policial foi aberto em 2005 para investigar um suposto tráfico e encerrado em Julho deste ano, onde ninguém foi indiciado por duas razões: falta de provas do tráfico de animais, já que não houve individualização das responsabilidades pelo sumiço de dezenas de espécies; e a prescrição dos outros crimes cometidos como a permuta ilegal de bichos do Zoológico. O processo está na Justiça Federal, à espera de uma decisão sobre a continuidade das apurações. No último dia 10, o procurador da República Divino Donizete da Silva encaminhou os autos para o Ministério Público estadual, para que sejam apurados indícios de improbidade administrativa e de crimes contra a administração pública estadual e municipal.
Com as investigações, a PF conseguiu identificar onde estão os criadouros que mais recebiam animais silvestres do Zoológico. Eles estão em cidades goianas como: Hidrolândia, Nazário, Jaraguá, Corumbaíba, Crixás e Aparecida de Goiânia. A essas empresas eram feitas doações, empréstimos, transferências e permutas de bichos, prática recorrente também com os zoológicos de Brasília e São Paulo, com parques em Goiás e em Pernambuco e com universidades.

Fonte:
Jornal O Popular, de 31 de agosto de 2009
Ano 71, nº 20.330
Páginas 4 e 5

Esperamos que as investigações sejam concluídas e que sejam apuradas as devidas responsabilidades, pois o Zoológico de Goiânia é um lugar de referência para a visitação da população, principalmente nos finais de semana, que pode assim conhecer uma diversidade de animais, inclusive muitos animais da fauna do Cerrado.
A população está consternada com tantas mortes de animais e espera ver o caso solucionado.

Veja um vídeo no G1 e também mais informações. É só clicar no link:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1283839-5598,00.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Zoológico de Goiânia

Mistério no Zoo
Sabotagem ou surto de doença?

O Parque Zoológico de Goiânia, que está fechado à visitação, já contabilizou várias mortes de animais só em 2009. Foram 9 carnívoros de grande porte, 16 répteis, 11 mamíferos (incluindo um filhote de anta que nasceu no último domingo, dia 23), 16 aves, 9 tracajás e 1 tartaruga da Amazônia.
Suspeitas de sabotagem ou surto de doenças no Zoológico estão sendo investigadas.
Há relação entre as mortes, ou é apenas uma triste coincidência?
A morte da girafa Kim, o 62º óbito no Parque Zoológico de Goiânia somente neste ano, levantou a suspeita de ações criminosas dentro do parque. O Ministério Público Federal em Goiás (MPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e a Delegacia Estadual do Meio Ambiente (DEMA) passaram a concentrar as investigações na hipótese de mortes provocadas dos bichos. Também são investigados surtos de doenças e as condições físicas do parque.
Por causa das sucessivas mortes, o zoo está interditado desde o dia o último dia 20 de julho. Diferentes investigações estão sendo conduzidas sobre as mortes.
Essa é uma triste história que está tomando ares de filme de terror. O público não se conforma e nem entende a infeliz coincidência de tantas mortes de animais em tão pouco tempo. Casos pontuais (ou não), morte por idade, por ataque de outro animal carnívoro e, a morte ainda sem explicação da girafa Kim, estão deixando a população triste e ao mesmo tempo perplexa diante dos fatos. A situação do zoo é urgente e dá margens às mais diversas interpretações.
É preciso apuração urgente e rigorosa dos fatos, porque não dá mais para ficar assistindo a toda essa história de mortes sucessivas. Esperamos que as autoridades competentes não poupem esforços no sentido de elucidar o caso. Mas enquanto isso, o termo de ajustamento de conduta (TAC) que tentará frear as mortes no Zoológico de Goiânia continua no papel, sem um texto definido.

Fonte:
Jornal O Popular
Cidades - páginas 3 e 4, de 26 de agosto de 2009.

Sobre o assunto, veja também:
Zoológico de Goiânia registra mais 10 mortes;total vai a 60
Diário da Manhã - versão digital(veja a edição 7962 do dia 26/08/09)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dez motivos para o Cerrado se tornar Patrimônio Nacional

Dez motivos para o Cerrado se tornar Patrimônio Nacional, de acordo com o Movimento Cerrado Vivo:

1- É no Cerrado que nascem rios importantes como: o São Francisco, o Jaguaribe, o Parnaíba, o Tocantins, o Araguaia, o Xingu, o Madeira, os formadores do Paraguai ( o Pantanal), o Paranaiba, o Grande e o Rio Doce, o que dá ao bioma Cerrado, o título de "caixa d'água" do Brasil. Sua devastação ameaça o fornecimento de água doce no País, e pode nos levar a uma crise energética. Estima-se que 95% da população brasileira depende da energia gerada pelas água do Cerrado.

2- 30% da biodiversidade brasileira está no Cerrado. Com a devastação, uma riqueza incalculável ainda não pesquisada está desaparecendo. 44% das espécies do Cerrado são endêmicas, ou seja, só existe aqui. O Cerrado é a savana mais rica do mundo.

3- 70% do Cerrado já foi destruído. Dos 30% restantes, apenas 5% constituem áreas suficientemente grandes para manter a biodiversidade, os outros 25% tendem a desaparecer.

4- Contem metade dos pássaros do Brasil. A grande diversidades de espécies animais apresenta uma forte associação com os ecossistemas locais. Várias espécies como a onça-pintada, o lobo-guará, o tatu-canastra e a águia cinzenta estão ameaçadas de extinção.

5- Cumpre um importante papel de interligação entre os biomas Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Amazônia, sendo o único bioma brasileiro com essa característica. Como na natureza tudo funciona de forma integrada, ao se arrancar o "miolo" de um ser vivo, ele obviamente morre.

6- Encontra-se na lista dos 34 hotspots - as regiões do mundo que concentram os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação são mais urgentes - elaborada pela Conservation International.

7- Abriga imensa sociodiversidade de povos e comunidades tradicionais, indígenas, sertanejos, ribeirinhos e quilombolas, que estão com suas culturas ameaçadas pelo impacto do avanço da fronteira agrícola. Tais culturas têm o conhecimento, trazido pela vivência, de como lidar com a complexidades do Cerrado, para mantê-lo vivo.

8- O ritmo de devastação é três vezes maior do que o da Amazônia, da ordem de 3 milhões de hectares/ano. Apenas 2% da área é preservada por lei.

9- A estimativa é de que o bioma Cerrado desapareça em 22 anos, caso o atual modelo predatório de desenvolvimento seja mantido.

10- As emissões de carbono do Cerrado aproximam-se da quantidade emitida pela Amazônia. A redução destas emissões pode justificar compensação financeira e fortalecer o nome do Brasil nas negociações internacionais.


Fonte:
http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/09/08/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=30646/noticia_interna.shtml
Acesso em 05/04/2009

Veja abaixo, um vídeo produzido por Wagner Oliveira e Sidney Dutra, em 1994, que retrata bem as belezas e também os problemas que o Cerrado enfrenta:

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pirá-brasília

Pirá-brasília – o peixe anual da capital federal
É um peixe que só aparece de ano em ano e é uma espécie ameaçada de extinção. Ele vive no Planalto Central, mais especificamente na capital do Brasil, em lagoas que se formam uma vez por ano, no período das chuvas, entre janeiro e agosto. Depois, essas extensões de água secam e ele some, mas deixa um rastro que quase ninguém percebe. Um ano depois, reaparece, como que por encanto. Esse é o pirá-brasília, o chamado peixe anual da capital federal.
Mas como isso acontece?
Quando as chuvas param, os brejos começam a secar na região e o pirá-brasília, que só existe no Distrito Federal, acaba morrendo. Nesse momento, ocorre algo bastante interessante... Antes de darem os últimos suspiros esses animais enterram seus ovos no solo, e eles permanecem ali, esperando a próxima estação das chuvas. Os ovos, que já estavam enterrados na terra seca, depois de um ano, na presença de água, eclodem e os alevinos – como são chamados os peixes recém-nascidos – rapidamente se desenvolvem. E assim nasce uma nova leva de pirá-brasília!
Os machos e as fêmeas apresentam características bem diferentes. As fêmeas são castanho-claras, com uma ou duas manchas pretas no meio do corpo e têm nadadeiras transparentes. Os machos são vermelhos, com faixas azul-metálicas próximas à cabeça e têm pintas da mesma cor no resto do corpo e nas nadadeiras.

Fonte:
Texto de:
Pedro De Podestà Uchôa de Aquino
Departamento de Zoologia
Universidade de Brasília
http://cienciahoje.uol.com.br/145015
Acesso em: 24/08/09
Obs: Visitando o site acima você verá a matéria completa, além de um vídeo do mesmo autor do texto e também imagens.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cuíca-d'água

Cuíca-d'água
Chironectes minimus

É um animal que só costuma ser visto à noite, geralmente, nadando ou mergulhando, daí a origem do seu nome popular.
Seu corpo mede cerca de 40cm e sua cauda aproximadamente 43cm. Apresenta peso em torno de 600 gramas.
Suas patas traseiras tem membranas semelhantes às dos pés dos patos, o que a ajuda na natação, que ela realiza com o corpo submerso e apenas com a cabeça acima da água. Sua cauda funciona como um leme, orientando na direção a seguir. E é na água que esse animal consegue a maior parte de seus alimentos: peixes, anfíbios, crustáceos, insetos e, às vezes, algumas plantas aquáticas.
A cuíca-d'água é um marsupial, assim como os coalas, cangurus e gambás. Nas fêmeas, o marsúpio serve para dar continuidade ao desenvolvimento dos filhotes. Os machos também tem marsúpio, mas a função é proteger os testículos enquanto nadam.
Para dar à luz seus filhotes, a cuíca-d'água constrói ninhos em tocas subterrâneas escavadas às margens de rios e riachos onde vive. Normalmente, tem duas ou três crias por gestação. Os bebês cuícas - logo depois de nascidos - vão para o marsúpio, onde ficam protegidos e mamando até estarem fortes o suficiente para viver do lado de fora.
Dentro do marsúpio os filhotes ficam protegidos mesmo com a mãe cuíca na água, por causa do pelo. A pelagem dessa espécie é curta e impermeável, não deixando passar água para dentro da bolsa marsupial, cuja abertura é voltada para trás. Assim a fêmea consegue mantê-la fechada, impedindo que a água entre enquanto nada.
A cuíca-d'água é encontrada do sul do México até o Peru, parte central da Bolívia, sul do Paraguai e nordeste da Argentina. No Brasil, ocorre nos estados das regiões Sul, Centro-oeste e Sudeste.
Está na lista de animais ameaçados de extinção, por causa do desmatamento e das queimadas que prejudicam o ambiente, ou melhor, as florestas e matas ciliares onde a cuíca-d'água vive. Para evitar o desaparecimento da espécie, é preciso criar novas áreas de preservação ambiental e ampliar as que já existem. (Texto adaptado)

Fonte:
Texto de: Jânio Cordeiro Moreira
Laboratório de Mastozoologia,
Departamento de Zoologia,
Universidade do Rio de Janeiro
IN: Revista Ciência Hoje das Crianças nº 197 de Dezembro de 2008.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Araras e papagaios

Entre as aves bem típicas do Cerrado estão as araras e papagaios. Essas aves aparecem especialmente nas regiões de veredas, porque apreciam muito o buriti, uma palmeira da qual utilizam os frutos na alimentação, as folhas para pouso e os troncos ocos para a construção dos ninhos. São aves que apresentam colorido em tons verde, amarelo, azul e vermelho. As espécies mais comuns são a arara-canindé, o periquito-de-encontros-amarelos, a maritaca, o papagaio-verdadeiro e o papagaio-galego. O comércio ilegal dessas aves para servirem de animal de estimação, que provoca a captura indiscriminada, bem como a destruição da vegetação do Cerrado tem reduzido as populações de muitas espécies e muitas vezes, levado essas espécies a fazer parte da lista de animais ameaçados de extinção. (Texto adaptado)

Fonte:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sobre o lobo guará

O lobo guará é um animal da fauna do Cerrado brasileiro.
Solitário e preferindo a noite ao dia, o guará marca um território com suas fezes e urinas. Nessa área de cerca de 30 km2 ele permite apenas a presença da fêmea e seus filhotes. À noite, quando a maioria dos animais está dormindo, o lobo vagueia pelos cerrados caçando pequenos roedores, vertebrados e aves. Mas ele aprecia muito os frutos silvestres, principalmente o fruto do lobo ( Solanum grandiflorum e Solanum lycocarpum), que existe em grande quantidade nos cerrados.
Preferindo os lugares abertos, campos e cerrados, dificilmente o guará penetra nas florestas. Durante o dia abriga-se em lugares sombrios - tocas, grotas e mesmo no interior de cupins e murunduns, quando dorme tranquilamente. Próximo ao seu abrigo, urina e defeca em lugares elevados, como o alto de um cupim ou de uma pedra. Somente com o escasseamento de comida provocado pelas transformações no seu meio natural, o guará se arrisca a procurar comida nas fazendas. E, a cada dia, novas áreas de cerrado estão sendo incorporadas ao processo produtivo de alimentos e pastagens, reduzindo o espaço do lobo e a sua chance de sobreviver.
O lobo a cada ano só procura uma única fêmea para acasalar-se, e cada animal tem seu período próprio para copular, que vai de fevereiro a junho. A gestação dura 65 dias e as ninhadas são normalmente de dois a cinco filhotes. Nascem com pelagem escura e olhos fechados. No primeiro mês de vida são muito fracos, arrastando-se por não conseguirem andar. É quando a mãe loba oferece proteção especial para os lobinhos em abrigos seguros. Depois dos primeiros meses, conseguem equilibrar-se nas patas e partem para as primeiras saídas, seguindo os pais. Deixam de mamar aos quatro meses, quando ganham agilidade e correm atrás do próprio alimento. Um ano depois de nascidos, quando a mãe vai novamente acasalar-se, o filhote abandona o território do pai para viver independente.
Vários trabalhos são desenvolvidos no Brasil com o objetivo de preservar o lobo guará, criando o animal em cativeiro.

Fonte (texto adaptado):
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Leia também sobre o lobo guará em:
Colégio São Francisco

Veja abaixo um vídeo do You Tube sobre o lobo guará.

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