Mostrando postagens com marcador Insetos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Insetos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Abelhas sem ferrão

Você sabia que existem abelhas sem ferrão?

Ao contrário do que se imagina em muitas abelhas, o ferrão não é um mecanismo de ataque e, sim de proteção. Em geral as abelhas fazem uso dele quando sentem suas colônias ameaçadas. Mas algumas abelhas não têm ferrão para se defenderem. Ou seja, algumas abelhas são absolutamente inofensivas porque o ferrão é atrofiado, isso quer dizer que não se desenvolveu. Elas são conhecidas como "abelhas indígenas sem ferrão", porque há muito tempo têm sido criadas pelos índios para a produção de mel. São encontradas principalmente nas regiões tropicais.
No Brasil, há uma grande variedade dessas abelhas, que desempenham um importante papel na polinização da maioria das árvores nativas do nosso território e a assim a reprodução de muitas árvores depende da visita destes insetos.
E como não têm ferrão, essas abelhas se protegem tentando se esconder. Suas colônias ficam camufladas na mata e em local de difícil acesso. Diferentemente das abelhas com ferrão, que têm suas colmeias abertas, as sem ferrão constroem as suas dentro de troncos de árvores com paredes grossas ou até em buracos no solo, aproveitando-se dos ninhos e da proteção de formigas agressivas.
Para evitar a invasão de outros insetos, as abelhas sem ferrão espalham uma substância pegajosa n entrada da colmeia, o que dificulta o acesso de invasores. Já contra os inimigos maiores, como os vertebrados, a tática é enrolar-se nos pelos ou cabelos e aplicar pequenas mordidas na pele do predador com suas mandíbulas afiadas, que podem ser bem dolorosas.
A explicação mais provável dos pesquisadores para o atrofiamento do ferrão das abelhas é de que todas as abelhas tinham o ferrão desenvolvido no passado. A seleção natural cuidou para que as abelhas que tivessem ferrões menos desenvolvidos se adaptassem melhor ao meio ambiente.  O mesmo aconteceu com o seu tamanho: abelhas sem ferrão são muito pequenas  em relação às abelhas com ferrão, e para sobreviverem no ambiente precisariam mesmo ser bem menores.


Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças
Nº 241 - Dezembro de 2012

Texto (adaptado) de :
Karlla Patrícia Silva,
Departamento de Entomologia do Museu nacional,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

terça-feira, 3 de maio de 2011

Como é produzido o mel das abelhas?

O processo de produção do mel pelas abelhas

A produção começa quando as abelhas operárias que trabalham fora da colmeia coletam néctar das flores. Essa é a matéria-prima do chamado mel verdadeiro, mas as operárias coletam qualquer líquido açucarado que possa ser usado para fazer o alimento. É por isso que é tão comum vermos abelhas coletando restos de refrigerante, por exemplo.
Mas como as abelhas não têm baldinhos para levar o néctar até a colmeia, então elas levam no papo! Ou seja, elas levam o mel na boca e é aí mesmo que o néctar já começa a ser transformado em mel, com a ajuda de algumas substâncias que as abelhas produzem em glândulas da boca. As substâncias misturadas mudam o tipo de açúcar do néctar e impedem que o mel estrague pelo aparecimento de micróbios.
Quando as operárias chegam à colmeia, o néctar trazido no papo é depositado nos favos e, então, as operárias de dentro da colmeia começam a desidratá-lo. De que forma? Elas batem as asas em cima dos favos provocando uma ventilação que faz evaporar o excesso de água do néctar, transformando o xarope aguado em mel bem doce e grosso.
O mel pode ser produzido a partir de néctar de um só tipo de flor, como é o caso do mel de laranja feito com o néctar das flores de laranjeiras. Pode, também, ser resultado da mistura do néctar de diferentes flores do campo. Neste caso, ele é chamado de mel silvestre.
As abelhas operárias não fazem o mel para nós, mas para elas mesmas. O mel misturado com pólen e geleia real - substância produzida exclusivamente pelas glândulas de abelhas operárias jovens - é oferecido para as crias e também comido pelas operárias que trabalham fora da colmeia. Já para a rainha, as operárias servem somente a geleia real durante toda a vida.
Mas nós podemos saborear e aproveitar o mel porque as abelhas produzem mais do que conseguem comer.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças, pág. 28,
Nº 222. Abril de 2011.
Texto (adaptado) de Carminda da Cruz Landim,
Departamento de Biologia,
Universidade Estadual Paulista - Rio Claro.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mosquitos

Como os mosquitos acham sangue?

      O sangue quente  de um ser humano atrai os mosquitos, ou pernilongos, pois se destaca no ambiente. Os mosquitos machos não bebem sangue: eles acasalam e morrem em seguida. É apenas o imago - ou o adulto - fêmea que de fato bebe sangue. As fêmeas encontram sua presa seguindo a luz, o calor e o cheiro. 
       Os mosquitos têm uma visão muito acurada - à noite, conseguem ver bem longe uma casa iluminada. Quando chegam perto da presa, os órgãos sensoriais de suas antenas identificam os odores exalados por uma mistura de suor, hormônios, aminoácidos e substâncias oleosas da pele do indivíduo. Os insetos também são capazes de perceber o gás carbônico e o ar quente e úmido exalado pela respiração de um animal. 
        Conduzida pelo cheiro e pelo calor do corpo, uma fêmea de mosquito se aproxima da vítima. Pousa na pele, que perfura com sua boca em forma de tubo, a probóscide, e começa a sugar o sangue. 

Fonte:
Comportamento animal.
Ciência  & Natureza. 
Abril Livros, Rio de Janeiro, 1992.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O "perfume" das baratas

Baratas

Você sabia que as baratas têm perfume?
É verdade. O cheiro característico das baratas é um perfume irrestível para outras baratas. Por exemplo, os machos da espécie Leucophaea maderae, usam seu perfume para atrair e conquistar as fêmeas. O odor especial sai de suas costas, debaixo das asas. A barata, como outros insetos percebe odores e sabores através de suas antenas. Assim, atraída pelo cheiro do macho, a fêmea chega perto dele, toca-o com suas antenas e sente outros aromas que revestem seu corpo. É dessa maneira que a fêmea confere o macho que lhe interessa. Nesse momento, o macho, que não quer se arriscar a ver a barata ir embora, utiliza outra estratégia de conquista: levanta bem as asas, deixando-as quase na vertical, e dali sai um alimento rico em proteínas que ele mesmo produz, por meio de glândulas, que é oferecido à fêmea. Mas para experimentar o alimento a fêmea  precisa subir nas costas do macho. E é nessa hora que o macho aproveita a distração para acasalar. Uma curiosidade: o órgão reprodutor do macho fica no final do abdômem.
Porém as baratas fêmeas não acasalam com qualquer macho. É pelos odores que eles exalam que elas identificam e escolhem os machos dominantes, que são os preferidos, tendo a preferência de oito entre dez baratas fêmeas, porque exalam até vinte vezes mais perfumes que os dominados, ou seja, os vencidos em combate.
Os odores que as baratas exalam para atrair o sexo oposto são chamados feronômios e são produzidos por muitos outros animais também.

Fonte: 
Revista Ciência Hoje das Crianças, pág. 17,
nº 195. Outubro de 2008,
Texto (adaptado) de Rodrigo Hirata Willemart,
Escola de Artes, Ciências e Humanidades,
Universidade de São Paulo

sábado, 17 de abril de 2010

A vida das abelhas

Como é a doce vida das abelhas

A casa

As abelhas vivem na colmeia - casinha onde moram cerca de 80 mil delas. A rainha, a mãe, manda em todo mundo - até nos zangões (pais). As filhas da rainha são as trabalhadoras operárias.

Vida curta

Os zangões morrem depois do casamento e não passam dos 80 dias. Já a operária tem um tempo de vida de cerca de 45 dias. As rainhas chegam aos 8 anos.

Trabalho

As operárias cuidam de tudo na colmeia. Fazem a limpeza, cuidam dos ovos e constroem os favos. São elas que saem em busca de néctar, pólen e água, para a produção do mel.

O mel

As operárias saem todos os dias atrás do néctar que existe nas flores. Elas o transformam em mel dentro de suas barrigas. Depois, regurgitam o mel, que fica estocado para a alimentação de toda a colmeia.

A picada

O ferrão é a arma da abelha, que tem uma picada dolorida. Quem pica é sempre a operária. Zangão nem tem ferrão. E a rainha só usa sua arma contra outras abelhas rainhas.

Inimigos

Formigas e aranhas adoram comer abelhinhas. Mas quando um invasor entra na colmeia está perdido: as operárias dão ferroadas e, depois, cobrem o inimigo com própolis - uma espécie de antibiótico que elimina as bactérias do local.

Fonte:
Estadinho - suplemento infantil de O Estado de São Paulo - 5/7/92


Encontrei este texto remexendo em umas coisas antigas e resolvi compartilhar aqui. Usa uma linguagem bem simples, destinada principalmente, às crianças pequenas.

Para saber um pouco mais sobre as abelhas, veja uma outra postagem sobre abelhas publicada aqui anteriormente:
http://faunadocerrado.blogspot.com/2009/07/abelhas.html
Ou uma matéria da revista Superinteressante, disponível em:
http://super.abril.com.br/mundo-animal/abelhas-morrem-quando-picam-447564.shtml
Ou ainda:
http://afadadanatureza.blogspot.com/2010/03/importancia-ecologica-das-abelhas.html

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cupins

A importância dos cupins para os ecossistemas

A fauna de invertebrados do Cerrado ainda é pouco conhecida, porém estima-se que o número de espécies endêmicas seja bastante grande. Entre as espécies de invertebrados, encontram-se os cupins, que são um grupo importantíssimo para os ecossistemas do Cerrado pelo seu papel na cadeia alimentar como decompositores e base da dieta de vários animais. Os cupinzeiros são locais de acúmulo de matéria orgânica e servem como abrigo para muitas outras espécies de animais.
Esses invertebrados são muito importantes para a continuidade dos ecossitemas, porque além de servirem de alimento para muitos animais, modificam as condições do solo e influenciam a vegetação.
Os cupins tem uma forma de organização social semelhante à das formigas, grande parte das espécies de abelhas e parte das espécies de vespas. A organização social dentro da colônia acontece com a divisão do trabalho. Os indivíduos de uma casta são adaptados para a reprodução e o de outras castas nunca se reproduzem. As castas estéreis cuidam do trabalho e limpeza do cupinzeiro. Algumas espécies como o Cornitermes cumulans, constroem galerias subterrâneas e montes de dois metros ou mais de altura. Já outros, como algumas espécies de Neocapritermes, fazem sua colônia só subterrânea. Numa colônia existem três tipos de indivíduos: o casal de reprodutores formado pelo rei e a rainha, os soldados que são encarregados da defesa da colônia e o grupo dos operários que buscam os alimentos, fazem a limpeza do cupinzeiros e cuidam dos jovens. Os soldados e operários podem ser machos ou fêmeas mas são estéreis. O rei e a rainha estão periodicamente copulando e ela põe os ovos com novos soldados e operários para a colônia. Geralmente, uma vez por ano, um grupo de ovos eclode com indivíduos sexuados e que vão ter vida alada. Mesmo muito jovens já apresentam já apresentam asas e dentro de três ou quatro meses as asas crescem e os cupins ficam adultos. Com a chegada das chuvas, os cupins alados saem em revoada. Eles vão fundar novas colônias. Nesse momento, são chamados de aleluias ou siriris. Quando pousam, fazem um movimento no corpo para perder as asas e saem procurando um parceiro ou parceira. Assim como ocorre com outros animais, entre os cupins também acontece um ritual de corte. Se ocorrer a aceitação de ambos os indivíduos, eles caminham juntos procurando o local adequado para fundarem uma nova colônia. Ao encontrarem, começam a cavar e no final do túnel criam um espaço maior para iniciar a colônia. Copulam, e enquanto a fêmea não põe os ovos e eles não eclodem para formar a nova geração, o rei e a rainha fazem todo o trabalho dos soldados e operários. Buscam alimentos, defendem a colônia e cuidam dos jovens que vão nascendo. As revoadas desses insetos podem ser de centenas ou milhares de cupins alados. No entanto, poucos conseguem montar a nova colônia. Muitos não conseguem encontrar o parceiro e outros são predados. (Texto adaptado)

Fontes:
Vivendo no Cerrado e Aprendendo com ele
Marcelo Bizerril
Editora Saraiva. São Paulo, 2004

e
Revista Cerrado – 1995
Wagner José de Oliveira Rolim e Sidney Dutra Corrêa
Universidade Federal de Goiás (Instituto de Ciências Humanas e Letras – Departamento de Comunicação Social)
Gráfica e Editora Bandeirante Ltda

Obs: O texto acima foi baseado nas fontes citadas, sendo que na " Revista Cerrado - o que você precisa saber para preservá-lo", a matéria é uma entrevista muito interessante com o professor da UFG Divino Brandão, um estudioso das diversas espécies de cupins.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Abelhas

A sociedade da colmeia

"(...) A rainha é quase duas vezes maior do que as operárias e e´a única fêmea fértil da colmeia, com um sistema reprodutivo bastante desenvolvido. Ela coloca cerca de 2.500 ovos por dia! Os ovos fertilizados produzem operárias e rainhas. O que determina se o ovo formará uma rainha ou uma operária é o alimento oferecido à larva originada do próprio ovo.

As larvas que se alimentam exclusivamente de geleia real se desenvolvem em rainhas. As que se alimentam de geleia de operária, contendo menos açúcar do que a geleia real, mais mel e pólen, transformam-se em operárias. Além da alimentação, o local onde é criada influencia o desenvolvimento da larva. Um alvéolo maior, chamado de realeira, é usado para o desenvolvimento da rainha. Ovos não fertilizados se desenvolvem em zangões.(...)"

Fonte:
Texto de Cyntia Santos, especial para a Página 3, Pedagogia & Comunicação. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/licaodecasa
IN: Ciências - 5º ano ( Coleção Brasiliana ) p. 210
Sonia Bonduki e Carolina Reuter Camargo
Companhia Editora Nacional. São Paulo, 2008

Veja abaixo um vídeo do You Tube sobre as abelhas:

terça-feira, 7 de julho de 2009

Árvores e formigas

Árvores e formigas - uma parceria e tanto

" 'Estava tentando quebrar um dos galhos da árvore quando centenas de formigas começaram a correr para fora de pequenas aberturas no tronco, cobriram-me completamente, dominaram minha pele com suas mandíbulas e enterraram seus ferrões em meus músculos. Devo confessar que depois disso um horror misterioso invadia-me toda vez que cruzávamos com uma dessas árvores.'
O relato acima é de um botânico alemão, sobre um ataque de formigas ocorrido em 1844, em expedição na floresta Amazônica.
Plantas que hospedam (abrigam) formigas, geralmente em partes ocas de caules e galhos, podem ser encontradas em vários ecossistemas. A diversidade é notavelmente alta na Amazônia, onde são registradas cerca de 230 espécies. Nas árvores hospedeiras, as formigas encontram um ambiente ideal para construir seus ninhos e ficam protegidas contra o ataque de animais e se alimentam delas.
A árvore, por sua vez, também fica protegida pelas formigas, que atacam e repelem muitos animais herbívoros.
Experimentos em que formigas foram retiradas das árvores mostraram, em dois meses, um grande aumento nos danos causados às folhas por animais herbívoros.
As relações de ajuda entre seres de espécies diferentes são muito mais comuns nas florestas tropicais do que se imaginava até pouco tempo. Muitas dessas relações são fundamentais para a sobrevivência e reprodução das espécies envolvidas."

Fonte:
LAPOLA, David M.;VASCONCELOS, Heraldo L. e BRUNA, Emílio M. Amizade tênue.
Ciência Hoje, v.34, n.204, maio de 2004. p.28-33 (Adaptado para fins didáticos)
IN:Ciências - 5ª série - O Meio Ambiente p.34
Carlos Barros e Wilson Paulino
São Paulo: Editora Ática, 2006.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A luz do Vaga-lume

Você sabia que?
O vaga-lume é um inseto coleóptero que possui emissões luminosas devido aos órgãos fosforescentes localizados na parte inferior do abdômen. Essas emissões luminosas são chamadas de bioluminescência e acontecem devido a reações químicas onde a luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear produzindo oxiluciferina que perde energia fazendo com que o inseto emita luz.Outro fator que impulsiona emissões luminosas é o de chamar atenção de seu parceiro ou parceira. O macho emite sua luz avisando que está se aproximando enquanto a fêmea pousada em determinado local, emite sua luz para avisar onde está.

Leia o texto completo em http://www.brasilescola.com/curiosidades/a-luz-vagalume.htm

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

As Formigas

As Formigas
Olavo Bilac
Cautelosas e prudentes,
O caminho atravessando,
As formigas diligentes
Vão andando, vão andando...
Marcham em filas cerradas;
Não se separam; espiam
De um lado e de outro, assustadas,
E das pedras se desviam.
(...)
Esta carrega a migalha;
Outra, com passo discreto,
Leva um pedaço de palha;
Outra, uma pata de inseto.
Carrega cada formiga
Aquilo que achou na estrada;
E nenhuma se fatiga,
Nenhuma pára cansada.
(...)
"Olavo Bilac, um dos mais notáveis poetas brasileiros, nasceu em 1865, no Rio de Janeiro, e morreu em 1918, na mesma cidade. Formou-se em Direito, mas obteve reconhecimento maior como escritor e poeta, sendo um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. O poema As Formiguinhas faz parte do livro Poesias Infantis, Editora Francisco Alves."
Fonte : Revista Ciência Hoje das Crianças nº 181, de julho de 2007

Pesquisa no Google

Pesquisa personalizada