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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Bisão americano

Bisão americano
Bison bison



O bisão americano mede cerca de 4 metros de comprimento e pesa em torno de 500 quilos. Antigamente vivia por toda a América do Norte, mas nos últimos tempos vive principalmente em parques e reservas. O animal vive cerca de 20 anos. É vegetariano pastador. A fêmea dá à luz um filhote por vez e tem uma gestação que dura nove meses. Na primavera ela separa-se da manada para dar à luz. Esses animais vivem em manadas e só chegam a agredir  para proteger as crias.
É um animal mamífero.

Fonte: 
Ciências Naturais - 4º ano - Coleção Eu Gosto
Célia Passos e Zeneide Silva
IBEP - São Paulo - 2009

Para saber mais sobre o bisão acesse:

domingo, 12 de junho de 2011

Leão-marinho


O leão-marinho é um animal mamífero. Vive em regiões de baixas temperaturas e alimenta-se principalmente de peixes e de moluscos.
Receberam este nome porque assim como os leões, nos machos a pelagem é diferente da pelagem das fêmeas: eles têm uma espécie de juba, como os leões. Além disso, como eles têm um rugido grave, acabaram sendo chamados de "leão".
A gestação de uma leoa-marinha dura em torno de 12 meses. Os filhotes chegam a medir 40 cm e, pelo fato de nascerem em terra, só aprendem a nadar depois de 2 meses de vida.
Existem várias espécies de leões-marinhos. Algumas espécies são domesticadas pelos jardins zoológicos de todo o mundo para realizarem espetáculos de animação. Leão-marinho-da-patagônia, e leão-marinho-da-califórnia são exemplos de espécies que podem ser domesticadas.
Os leões-marinhos já estiveram muito próximos da extinção. Entre 1917 e 1953, mais de meio milhão desses animais foi abatido por caçadores em busca de sua gordura e de seu couro, usado sobretudo na confecção de casacos. Com a proibição da caça, esses animais, que chegam a pesar 300 quilos e a atingir 3 metros de comprimento (fêmea 140 kg e os machos 300 kg), começaram a se recuperar. Mesmo assim, ainda sofrem com a poluição das águas e, principalmente, com a pesca realizada com redes. Seus maiores predadores são o homem, as orcas, e os tubarões.

Fonte: 
Acesso em:12/09/2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Aranhas cospem veneno. Você sabia?

Aranhas cospem veneno para capturar suas presas

Algumas espécies de aranhas que vivem em florestas brasileiras usam a seguinte estratégia: chegam devagarinho com suas oito pernas e rapidamente cospem uma gosma sobre sua vítima, que fica paralisada pelo grude.
As aranhas que lançam veneno sobre suas presas são chamadas cuspideiras. O que sai de sua boca é uma mistura de veneno com um tipo de cola natural transparente, que deixa a vítima com dificuldades de se locomover. Tendo o seu alvo paralisado, a cuspuideira se aproxima, pica, injeta mais veneno e, então, começa a se alimentar.
As aranhas cuspideiras vivem escondidas sob troncos de árvores caídos e abrigos diversos no solo das matas. Passam o dia em repouso, mas, à noite, estão ativas para caçar. Seu cardápio inclui uma variedade de insetos não muito grandes e, até mesmo, outras aranhas, algumas delas consideradas perigosas para o ser humano. è o caso da aranha-marrom, que pode provocar ferimentos graves em uma pessoa que seja picada por ela.
O veneno da aranha cuspideira, por sua vez, é inofensivo para os seres humanos. Assim, podemos considerá-la nossa aliada, uma vez que ela age no controle de outros animais, como a aranha-marrom, que podem ser perigosos para o ser humano.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças, pág. 19, 
Nº 222. Abril de 2011.
Texto (adaptado) de Rodrigo Hirata Willemart, 
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Universidade de São Paulo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Como é produzido o mel das abelhas?

O processo de produção do mel pelas abelhas

A produção começa quando as abelhas operárias que trabalham fora da colmeia coletam néctar das flores. Essa é a matéria-prima do chamado mel verdadeiro, mas as operárias coletam qualquer líquido açucarado que possa ser usado para fazer o alimento. É por isso que é tão comum vermos abelhas coletando restos de refrigerante, por exemplo.
Mas como as abelhas não têm baldinhos para levar o néctar até a colmeia, então elas levam no papo! Ou seja, elas levam o mel na boca e é aí mesmo que o néctar já começa a ser transformado em mel, com a ajuda de algumas substâncias que as abelhas produzem em glândulas da boca. As substâncias misturadas mudam o tipo de açúcar do néctar e impedem que o mel estrague pelo aparecimento de micróbios.
Quando as operárias chegam à colmeia, o néctar trazido no papo é depositado nos favos e, então, as operárias de dentro da colmeia começam a desidratá-lo. De que forma? Elas batem as asas em cima dos favos provocando uma ventilação que faz evaporar o excesso de água do néctar, transformando o xarope aguado em mel bem doce e grosso.
O mel pode ser produzido a partir de néctar de um só tipo de flor, como é o caso do mel de laranja feito com o néctar das flores de laranjeiras. Pode, também, ser resultado da mistura do néctar de diferentes flores do campo. Neste caso, ele é chamado de mel silvestre.
As abelhas operárias não fazem o mel para nós, mas para elas mesmas. O mel misturado com pólen e geleia real - substância produzida exclusivamente pelas glândulas de abelhas operárias jovens - é oferecido para as crias e também comido pelas operárias que trabalham fora da colmeia. Já para a rainha, as operárias servem somente a geleia real durante toda a vida.
Mas nós podemos saborear e aproveitar o mel porque as abelhas produzem mais do que conseguem comer.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças, pág. 28,
Nº 222. Abril de 2011.
Texto (adaptado) de Carminda da Cruz Landim,
Departamento de Biologia,
Universidade Estadual Paulista - Rio Claro.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mosquitos

Como os mosquitos acham sangue?

      O sangue quente  de um ser humano atrai os mosquitos, ou pernilongos, pois se destaca no ambiente. Os mosquitos machos não bebem sangue: eles acasalam e morrem em seguida. É apenas o imago - ou o adulto - fêmea que de fato bebe sangue. As fêmeas encontram sua presa seguindo a luz, o calor e o cheiro. 
       Os mosquitos têm uma visão muito acurada - à noite, conseguem ver bem longe uma casa iluminada. Quando chegam perto da presa, os órgãos sensoriais de suas antenas identificam os odores exalados por uma mistura de suor, hormônios, aminoácidos e substâncias oleosas da pele do indivíduo. Os insetos também são capazes de perceber o gás carbônico e o ar quente e úmido exalado pela respiração de um animal. 
        Conduzida pelo cheiro e pelo calor do corpo, uma fêmea de mosquito se aproxima da vítima. Pousa na pele, que perfura com sua boca em forma de tubo, a probóscide, e começa a sugar o sangue. 

Fonte:
Comportamento animal.
Ciência  & Natureza. 
Abril Livros, Rio de Janeiro, 1992.



sábado, 5 de março de 2011

Poesia: O Íbis

O Íbis
Fernando Pessoa

O Íbis, ave do Egito,
Pousa sempre sobre um pé
(O que é esquisito).
É uma ave sossegada
Porque assim não anda nada.
Uma cegonha parece
Porque é uma cegonha.
Sonha
E esquece  __
Propriedade notável
De toda ave aviável.
Quando vejo esta Lisboa,
Digo sempre, Ah quem me dera
(E essa era
Boa)
Ser um íbis esquisito,
Ou p'lo menos 'star no Egito.

Fonte:
Página virtual da Casa de Fernado Pessoa
Acesso em  05/03/2011

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mini Coelho

Mini Coelho

Os mini coelhos são animais mamíferos. Pertencem à família dos lagomorfos. Assim como as lebres, não são roedores. Mas apesar de pertencerem a ordens diferentes, coelhos e roedores possuem algumas características comuns, como os dentes incisivos que nunca param de crescer (coelhos têm quatro superiores, enquanto roedores têm somente dois).
Os coelhos tem seus membros posteriores bastante fortes para saltar, já os membros anteriores são adaptados para cavar suas tocas. A cauda é normalmente curta e o tamanho e posição das orelhas dependem da raça. Quando estão em seu habitat natural, seus predadores são raposas, falcões e cachorros do mato. A fuga é sua defesa, que ocorre através de grandes saltos proporcionados pelas longas e fortes patas traseiras. Orelhas grandes e sensíveis o ajudam a descobrir com rapidez o perigo. Geralmente, a cor da pelagem ajuda-os a se disfarçar: os coelhos selvagens que habitam lugares com neve são brancos, enquanto os coelhos das florestas tropicais são marrons. Podem passar muito tempo imóveis, a fim de não revelarem seu esconderijo.
O Mini Coelho é um mascote ideal, muito apegado a seu dono, sua manutenção é de baixo custo. São animais limpos e fáceis de cuidar, podem ser soltos dentro de casa ou apartamento; não têm cheiro no pelo, lavam-se sozinhos, assim, não necessitam de banho; fazem suas necessidades geralmente, em um lugar específico; não precisam de vacinas; normalmente são muito dóceis; seu tamanho varia entre 25 e 35 cm de comprimento e o peso entre 1 a 2 kg; a expectativa de vida pode variar de 6 a 8anos.

Para conhecer mais sobre o Mini Coelho, veja os links abaixo:

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A invasão das águas-vivas pelo mundo

Água-viva imortal
Turritopsis dohrnii
 
   As águas-vivas são criaturas gelatinosas levadas a esmo pelas correntes oceânicas. Estão entre os seres mais temidos e menos compreendidos do planeta. E sua população está explodindo em todo o mundo. Elas não têm garras afiadas; dentes pontiagudos ou mesmo um cérebro, mas são munidas de um arsenal surpreendente. Há milhares de anos as águas-vivas têm evoluído e se transformado no sobrevivente supremo. Elas permeiam todos os oceanos da Terra, prosperando no Ártico e nos trópicos. Num mundo em constante transformação e onde outras espécies lutam para sobreviver, a população da água-viva, potencialmente imortal, capaz de regredir na idade, por meio da regeneração de suas células, está invadindo silenciosamente os oceanos do mundo. Ela pode fazer essa regressão por várias vezes, ainda que, aparentemente, apenas como uma medida de emergência. 
    Do tamanho de uma unha quando totalmemte crescida, a água-viva imortal, de nome científico Turritopsis dohrnii, foi descoberta no mar Mediterrâneo em 1883, mas sua habilidade única não havia sido descoberta até 1990. De acordo com o biólogo Guilherme Domenichelli, a proliferação abundante de uma determinada espécie ocorre em resposta a um desequilíbrio ambiental. As espécies se mantêm equilibradas em quantidades de indivíduos, conforme a cadeia alimentar na natureza, as presas, predadores, bases e topos das cadeias.
    As Turritopsis, quando  estão famintas ou sofrem algum tipo de dano físico, "ao invés da morte certa, [elas] transformam todas as sua células existentes em um estado mais jovem", é o que diz a pesquisadora Maria Pia Miglietta, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que desenvolveu um estudo sobre a espécie.
     Em seu estudo, a pesquisadora explica que a água-viva torna-se um cisto em forma de bolha, que se desenvolve em uma colônia de pólipos, essencialmente o primeiro estágio na vida das água-vivas. Através da reprodução assexuada, a colônia de pólipos resultante pode gerar centenas de água-vivas geneticamente idênticas, ou seja, cópias perfeitas do original adulto.
Fonte:
Conhecimento Prático - Geografia
Editora Escala Educacional, Abril de 2010
Páginas 10, 11 e 12

Para saber mais sobre águas-vivas:
http://www.interney.net/blogs/malla/2010/03/03/as_aguas_vivas_de_waikiki/
http://profjabiorritmo.blogspot.com/2010/10/invasao-das-aguas-vivas-na-costa.html
http://www.bahiascuba.com.br/ver.asp?id=251
http://www.diariodeitapoa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1338:invasao-de-aguas-vivas-e-caravelas-no-litoral-itapoaense&catid=41:natureza&Itemid=66
http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI2215658-EI8410,00.html
 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O "perfume" das baratas

Baratas

Você sabia que as baratas têm perfume?
É verdade. O cheiro característico das baratas é um perfume irrestível para outras baratas. Por exemplo, os machos da espécie Leucophaea maderae, usam seu perfume para atrair e conquistar as fêmeas. O odor especial sai de suas costas, debaixo das asas. A barata, como outros insetos percebe odores e sabores através de suas antenas. Assim, atraída pelo cheiro do macho, a fêmea chega perto dele, toca-o com suas antenas e sente outros aromas que revestem seu corpo. É dessa maneira que a fêmea confere o macho que lhe interessa. Nesse momento, o macho, que não quer se arriscar a ver a barata ir embora, utiliza outra estratégia de conquista: levanta bem as asas, deixando-as quase na vertical, e dali sai um alimento rico em proteínas que ele mesmo produz, por meio de glândulas, que é oferecido à fêmea. Mas para experimentar o alimento a fêmea  precisa subir nas costas do macho. E é nessa hora que o macho aproveita a distração para acasalar. Uma curiosidade: o órgão reprodutor do macho fica no final do abdômem.
Porém as baratas fêmeas não acasalam com qualquer macho. É pelos odores que eles exalam que elas identificam e escolhem os machos dominantes, que são os preferidos, tendo a preferência de oito entre dez baratas fêmeas, porque exalam até vinte vezes mais perfumes que os dominados, ou seja, os vencidos em combate.
Os odores que as baratas exalam para atrair o sexo oposto são chamados feronômios e são produzidos por muitos outros animais também.

Fonte: 
Revista Ciência Hoje das Crianças, pág. 17,
nº 195. Outubro de 2008,
Texto (adaptado) de Rodrigo Hirata Willemart,
Escola de Artes, Ciências e Humanidades,
Universidade de São Paulo

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tamanduaí

Tamanduaí
Cyclopes didactylus
 

O tamanduaí é o menor tamanduá do mundo. É encontrado na região que vai do sul do México até a parte central da América do sul, no Brasil e em países como Bolívia, Venezuela e Colômbia. Conhecido popularmente como tamanduaí, ele vive em nosso país na Amazônia, em áreas da Mata Atlântica do Nordeste e em matas ao longo de cursos d'água no Cerrado, nas áreas mais próximas a Amazônia. Com cerca de 45 cm de comprimento e pesando em torno de 400 gramas, ele é o menor de todos os tamanduás.
Animal, que emite um som semelhante a um assobio suave, possui pelo longo, macio, sedoso e levemente ondulado e tem olhos redondos e pretos. O tamanduaí possui orelhas  tão pequenas que ficam escondidas no meio da densa pelagem, que é cinza, dourada, com reflexos prateados, na parte superior de seu corpo. Nas costas, bem no meio, ele apresenta uma lista marrom escuro, que vai dos ombros até a garupa. Sua cabeça é dourada, assim como suas pernas, que também podem ser cinza. Já o seu peito é marrom-escuro ou com uma mancha marrom.
Encontrado em matas tropicais, o tamanduaí, aparentemente, não vive em áreas de vegetação aberta. Porém, não se conhece bem a sua distribuição em diferentes tipos de floresta. O que se sabe é que o menor tamanduá do mundo vive nas árvores e raramente desce ao chão. Por isso, o animal pode ser prejudicado pelo desmatamento, já que as árvores são o seu lar.
De hábitos noturnos e solitários, o tamanduaí passa o dia repousando, geralmente em um emaranhado de cipós, com o corpo curvado de tal maneira que forma uma bola. Em atividade, se locomove vagarosamente por pequenos galhos e cipós, dobrando as suas patas traseiras para agarrá-los com firmeza.
A alimentação do tamanduaí é composta principalmente por formigas, mas ele se alimenta também de outros insetos, como os cupins. Ao se alimentar usa suas garras - uma menor e outra menor nas patas dianteiras e quatro garras longas nas patas traseiras. Com elas, faz uma fenda em algum buraco do galho que esteja ocupado por formigas e as lambe com sua língua. As afiadas garras das patas dianteiras também são úteis na defesa. Os machos as usam contra seus atacantes.
A cada gestação, o tamanduaí fêmea gera um único filhote. A cria é deixada em uma árvore à noite, enquanto a mãe se alimenta, e é amamentada por ela até que tenha idade para, sozinha, procurar e comer formigas. As fêmeas adultas de tamanduaí têm territórios grandes e o território de um macho inclui o de várias fêmeas, o que significa que ele tem sempre à sua disposição várias fêmeas.

Texto de José de Sousa e Silva Júnior
Coordenação de Zoologia
Museu Paraense Emílio Goeldi

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº 174, pág. 16
Novembro de 2006
Veja aqui um vídeo do You Tube com esse animalzinho:



Para saber mais:
http://tamandua.org/especies/16

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Peixinho de rio

Bagrinho
Acentronichthys leptos

O bagrinho é um peixe bem pequeno que cabe na palma da mão. Com cerca de 8 cm já é adulto. Ao contrário de outros peixes podem chegar até a dois metros de comprimento. Esse pequeno peixe vive a nadar nas nascentes dos riachos, escondidos pela vegetação ou entre pedras e troncos dos rios, onde encontra sua comida favorita: insetos aquáticos - como são chamados os insetos que passam pelo menos um ciclo de suas vidas na água.
A reprodução do bagrinho ocorre entre os meses de setembro a março. As fêmeas podem carregar em torno de 600 ovos, porém apenas aluguns filhotes conseguem chegar à fase adulta. O bagrinho é um peixe muito exigente em relação à qualidade das águas. É muito sensível às mudanças climáticas que acontecem em seu ambiente e está adaptado à vida em águas claras e limpas. Atualmente, poucos peixes desta espécie podem ser encontrados vivendo livres na natureza, principalmente, por causa da degradação da Mata Atlântica, que é o ambiente onde vivem. A temperatura e o nível das águas dos riachos, onde o bagrinho vive, sofrem mudanças quando árvores são derrubadas. O desgaste do solo que o desmatamento pode causar faz com que terra e areia sejam levadas para dentro do rio, deixando a água mais escura e imprópria para o bagrinho. Por isso, está entre as espécies ameaçadas de extinção.
 
Texto de:
Jean Carlos Miranda
Piatã Santana Marques e
Rosana Mazzoni,
Departamento de Ecologia,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte:
Revista Ciência Hoje das Crianças nº213, pág 16
Junho de 2010     

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Relações desarmônicas

A importância das relações desarmônicas

"Na natureza, o predatismo, o parasitismo e a competição geralmente têm ação reguladora nas populações envolvidas; eles impedem que o número de indivíduos aumente demais, a ponto de comprometer o equilíbrio ecológico dos ecossistemas.
Num campo, por exemplo, a ação predadora de cobras impede que os ratos entrem em superpopulação. Se isso ocorresse, os ratos, em grande número poderiam devastar a vegetação de que se alimentam. Sem a vegetação, além dos próprios ratos serem levados à morte pela fome, o solo ficaria exposto à ação das enxurradas, que removeriam a sua parte fértil, dificultando o desenvolvimento de novas plantas nesse local."

Fonte:
Ciências - O Meio Ambiente - 5ª série - pág. 27
Carlos Barros e Wilson Roberto Paulino
Editora Ática - 2002

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Inventário de aranhas

Inventário de aranhas


"O Museu de História Natural de Nova York está fazendo um inventário mundial de aranhas com a participação de 16 centros de pesquisa de 9 países, inclusive duas do Brasil - o Instituto Butantan e o Museu Paraense Emílio Goeldi. A iniciativa, que pode parecer estranha a princípio, tem grande importância. Uma vez que muitos grupos desses animais têm uma distribuição geográfica restrita, as espécies são consideradas excelentes indicadores de biodiversidade. Isso significa que elas poderão ser usadas, no futuro, para a delimitação das áreas importantes para a conservação. A América do Sul é a região mais rica em variedades de aranhas. Das mais de 5 mil mil espécies existentes no mundo, apenas 200 já foram devidamente estudadas."

Fonte:
Revista Horizonte nº 108, ano 19, pág. 17

terça-feira, 13 de julho de 2010

Macaco em perigo

Macaco em perigo

"Pesquisadores do Centro de Primatas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão mapeando os refúgios da Amazônia em que um dos macacos mais ameaçados de extinção luta para sobreviver. O caiarara ou macaco-cara-branca foi descrito cientificamente em 1992 e, de imediato classificado como espécie "criticamente em perigo de extinção". O animal habita regiões do Pará e do Maranhão, dentro do chamado Arco do Desmatamento, onde estão as parcelas da Floresta Amazônica mais degradadas, reduzidas a apenas 30% da vegetação original. Os pesquisadores do Projeto Kaapori, do Ibama, realizaram quatro expedições nos últimos dois anos para localizar esses primatas. Entre os locais em situação mais crítica para a conservação do caiarara está a Reserva Biológica Gurupi, no Maranhão, atingida por impactos ambientais e problemas sociais."

Fonte:
Revista Horizonte nº 108, ano 19, pág. 20

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Cerrado: o berço das águas

Águas no Cerrado

Não é sem motivo que o Cerrado é muitas vezes chamado "o berço das águas". O bioma faz conexões com outros biomas: ao norte, a Amazônia; a nordeste, a Caatinga; a sudoeste, o Pantanal e a sudeste, a Mata Atlântica, o que faz com que haja importantes relações ecológicas entre o Cerrado e os biomas vizinhos.
Em relação aos recursos hídricos, o bioma Cerrado possui uma importância estratégica. É no Cerrado que nascem os rios que formam seis das principais regiões de hidrográficas brasileiras: Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica. O potencial hídrico do Cerrado dá ao bioma o título de Berço das Águas. Até mesmo a bacia hidrográfica do Amazonas recebe as águas que brotam no Cerrado.
Importantes atrativos turísticos na região, as águas têm grande influência na economia de vários municípios. A paisagem do Cerrado, com suas cachoeiras, cascatas, cânions, lagos, rios e riachos é uma atração para visitantes de outras regiões do Brasil e do mundo. É uma beleza incomparável para os que buscam lazer, esportes ou o simplesmente um maior contato com a natureza.

Aquífero Guarani


Para falar em águas do Cerrado é preciso também falar no Aquífero Guarani, uma enorme reserva subterrânea de água doce do mundo. O Aquífero Guarani é a segunda maior reserva subterrânea de água doce do mundo, sendo menor apenas que o Aquífero Alter do Chão. Seu nome é uma homenagem à tribo indígena Guarani.

A maior parte (70% ou 840 mil km²) da área ocupada pelo aquífero - cerca de 1,2 milhão de km² - está no subsolo do centro-sudoeste do Brasil: Mato Grosso do Sul (213 700km²); Rio Grande do Sul (157 600km²); São Paulo (155 800km²); Paraná (131 300km²); Goiás (55 000km²); Minas Gerais (51 300km²); Santa Catarina (49 200km²); e Mato Grosso (26 400km²). O que significa que uma boa parte do mesmo está na área do Cerrado. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina (255 mil km²), noroeste do Uruguai (58 500km²) e sudeste do Paraguai (58 500km²), nas bacias do rio Paraná e do Chaco-Paraná. A população atual do domínio de ocorrência do aquífero é estimada em quinze milhões de habitantes.

O aquífero possui um volume de aproximadamente 55 mil km³ e profundidade máxima por volta de 1 800 metros, com uma capacidade de recarregamento de aproximadamente 166km³ ao ano por precipitação. Acredita-se que esta vasta reserva subterrânea possa fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Por isso, torna-se ainda mais importante a preservação da região.

Fontes:

http://www.ispn.org.br/o-cerrado/no-coracao-do-brasil-o-berco-das-aguas/
http://www.fotosdocerrado.fot.br/SobreCerrado.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aqu%C3%ADfero_Guarani
http://www.oaquiferoguarani.com.br
http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/projeto/2006/1/aquifero/
http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2006/gigante-desconhecido
http://www.casaecia.arq.br/cerrado3.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-agua/aquifero-guarani-16.php
Acesso em 10/06/2010